Associação de pecuaristas em GO mantém recomendação para não vender animais à prazo e negociar somente o necessário

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  • junho 13, 2017
gado no pasto

Em Goiás os pecuaristas estão preocupados com a queda nos preços. Desde a operação Carne Fraca as cotações caíram mais de 10% e atualmente o estado tem a arroba mais desvalorizada do país.

Atualmente a média de preço ofertado pelo boi gordo é de R$ 118/@, enquanto a vaca gorda vale R$ 115/@. Comparando com São Paulo, por exemplo, a diferença de preço chega a R$ 10,00 por arroba bovina.

Sem preços que remunerem, os produtores evitam as vendas. O problema é que “a maior parte dos animais estão prontos e o custo é diário”, conta o presidente da Associação Goiana de Nelore, Eurico Velasco.

Segundo ele, desde a divulgação da delação do Joesley Batista – detentor da JBS – os pecuaristas estão evitando entregar para empresa, uma vez que ela também só aceita compra com pagamento para 30 dias.

Uma minoria ainda aceita com a JBS, mas grande parte dos produtores busca alternativas com pequenas e médias indústrias locais. “Mas, esses frigoríficos não dão conta de abater a capacidade ofertada”, conta Velasco. Na região central do estado a JBS corresponde a 60% do abate.

Outro agravante é o início do período de seca. Com os pastos perdendo a capacidade de suporte, os produtores terão que suplementar para garantir o ganho de peso.

Diante do cenário preocupante, a Associação orienta que os produtores comercializem somente à vista e de forma compassada. “Sabemos que é difícil, porque a maioria está com caixa apertado, mas temos que tentar melhor o preço da arroba”.

Confinamento

Goiás é referência em confinamento. Estado com maior rebanho confinado estimava-se inicialmente aumento 5,8% o volume de animais em relação ao ano passado, totalizando 39 mil cabeças.

Essas previsões de aumento se deram em função dos preços atrativos do milho, mas o presidente da Associação de Nelore considera que esse volume pode não ser atingido.

“Mesmo com o preço do grão melhor, a queda da arroba é mais intensa. Não temos perspectiva de preço para confinar”, ressalta Velasco.

Velasco, contudo, também ressalta que “muitos pecuaristas estão com animais prontos no pasto, se não tiver pastagem, ele terá que confinar esse gado para garantir ganho de peso”.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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