inova

Embrapa Apresenta Novidades no Show Rural Coopavel 2017

Notícias | Deixe um comentário

Brasília, 02 de fevereiro de 2017 – Uma técnica inovadora capaz de produzir embriões in vitro dentro da propriedade rural, sem a necessidade de laboratório, e um inseticida biológico eficaz no controle do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti). Essas serão as atrações da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa localizada em Brasília, DF, durante o Show Rural Coopavel, que acontece em Cascavel, PR, no período de 6 a 10 de fevereiro de 2017. As tecnologias, que aliam alta produtividade, sustentabilidade e economia, refletem o propósito da Embrapa de oferecer ao setor produtivo e à sociedade em geral soluções que harmonizem a agropecuária e a preservação ambiental.

A TIFOI (transferência intrafolicular de ovócitos imaturos) é uma biotécnica com grande potencial de aceitação pelo mercado agropecuário, já que apresenta todas as vantagens da fecundação in vitro (FIV), com um benefício a mais: o fato de não precisar de laboratório para ser realizada. Os criadores podem obter os embriões com a mesma rapidez e agilidade da FIV – ou seja, em torno de um bezerro por semana a partir de uma única vaca doadora – sem precisar sair da sua fazenda.

A FIV é hoje a biotécnica mais utilizada no melhoramento genético animal no Brasil, pela capacidade de aumentar o número de descendentes de uma vaca em menos tempo. Para se ter uma ideia da potencialidade das biotécnicas reprodutivas de maior Impacto utilizadas hoje na pecuária global, pode-se estimar que a inseminação artificial (IA) permite a obtenção de um (1) bezerro por ano; a transferência clássica de embriões (TE), um por mês; enquanto a FIV é capaz de produzir um (1) bezerro por semana.

O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Maurício Franco, que estará presente ao Show Rural, explica que todo o processo da TIFOI se dá de forma natural, aproveitando o processo fisiológico da vaca ovuladora, o que imprime maior qualidade aos embriões. Grosso modo, a vaca é o laboratório.

Além do atendimento ao público na Casa da Embrapa, Maurício apresentará também duas palestras no espaço “Estação do Conhecimento” sobre a nova tecnologia: a primeira no dia 09/02 (quinta-feira), de 16h45 às 17 horas e a segunda, no dia 10/02 (sexta-feira), de 14 às 14h15.

TIFOI: a vaca é o laboratório

Os óvulos são aspirados da mesma maneira que na FIV, mas ao invés de maturados em laboratório, são cultivados dentro do corpo da vaca que está ovulando, aproveitando o seu processo reprodutivo natural. Depois da ovulação, os óvulos são fecundados por inseminação artificial (IA). Sete dias depois, os embriões que se desenvolveram são coletados e transferidos para a vaca receptora (barriga de aluguel), semelhante ao que ocorre na transferência clássica de embriões. A produção dos embriões de forma natural no trato reprodutivo da fêmea dispensa todos os componentes de laboratório, reduzindo significativamente os custos finais do processo.

Pelo pioneirismo no Brasil, a TIFOI teve sua marca registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O próximo passo é aumentar a eficiência e transferir a tecnologia ao setor produtivo, o que deverá ser feito a partir de cursos e publicações.

Inova Bti: eficaz contra o Aedes aegypti

Os inseticidas biológicos também refletem a conexão entre a Embrapa e a sociedade na busca de soluções eficazes contra insetos-praga e mosquitos transmissores de doenças, mas que ao mesmo tempo, garantam a preservação do meio ambiente, a saúde da população e dos animais. O Inova Bti é um dos frutos desse ideal. Desenvolvido em parceria com o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), o produto é capaz de controlar o Aedes aegypti, responsável pela transmissão de quatro doenças que vêm tirando o sono da população brasileira: dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Vale destacar que essa última teve um recorde de crescimento histórico no Brasil no primeiro mês de 2017, com mais de 100 casos e aproximadamente 50 mortes.

O Inova Bti é letal contra as larvas do Aedes aegypti, sem causar danos ao meio ambiente e a seres vivos, à exceção do mosquito, que neste caso, é o único alvo.

O que garante essa especificidade do produto é a sua formulação, que conta com uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis. Essa bactéria é utilizada em programas de controle biológico em todo o mundo sem nunca ter sido registrado um único caso de resistência nos mosquitos ou dano a qualquer outro ser vivo. O produto é capaz de matar as larvas do Aedes aegypti em apenas 24 horas, com apenas uma gota para cada litro de água.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral, que também estará presente ao Show Rural Coopavel, a Embrapa se dedica ao desenvolvimento de produtos biológicos para controle de mosquitos há cerca de três décadas. Para isso, mantém um banco de bactérias denominadas entomopatogênicas (específicas para controlar insetos), com cerca de 2.500 estirpes (linhagens) de bactérias diferentes. Elas são coletadas em solo brasileiro e testadas contra os insetos-alvo. As mais letais são utilizadas na formulação dos bioinseticidas.

Cabral lembra ainda que o laboratório, no qual o Inova Bti foi formulado, é acreditado pelo Inmetro para realizar ensaios biológicos.

“Considerando que hoje no Brasil cerca de 90% dos focos estão nas residências e o bioinseticida pode ser usado dentro de casa, o Inova Bti é, sem dúvida, uma esperança para a população brasileira na guerra contra esse inseto”, explica Cabral, lembrando que o uso desse e de qualquer produto com potencial contra o Aedes tem que ser acompanhado de campanhas de conscientização que evitem a proliferação do inseto no País.

Para mais informações, acesse www.embrapa.br/showrural

Fonte: portal Agron

colheitadeira moderna (1)

Plano Safra 17/18 pode ter redução de taxas de juros

Notícias | Deixe um comentário

O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho.

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2017/2018, também conhecido como Plano Safra, poderá ter redução das taxas de juros. Para o ano safra 2016/2017 R$ 185 bilhões foram disponibilizados com juros variando entre 9,5% e 12,75% ao ano. A possibilidade de diminuir as taxas de juros foi revelada pelo secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho e segundo Geller, as discussões para o Plano Safra começaram ainda em dezembro as discussões.

“A partir de fevereiro nós vamos chamar os produtores para ver as demandas e necessidades deles. Nós vamos trabalhar sim com a possibilidade de redução da taxa de juros, seja ela para custeio ou investimento”, comentou Geller ao Agro Olhar durante a posse da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), na última terça-feira, 24 de janeiro.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura afirmou que a super-safra prevista para o Brasil de 215,2 milhões de toneladas de grãos a serem colhidas, sendo 53 milhões de toneladas provenientes de Mato Grosso, traz para o órgão federal a responsabilidade de “implementar políticas, principalmente de crédito, seguro e também avançar na logística”.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), irá realizar rodadas de reuniões com produtores a partir da segunda quinzena de fevereiro. Conforme o gerente de Política Agrícola da entidade, Frederico Azevedo, estudos internos já são realizados para levantar as necessidades do setor produtivo. Ele revela ainda que uma pesquisa pe feita com os agricultores por meio de uma Central de Relacionamentos.

Fonte: Olhar Direto

la-nina-2016

La Niña Começa a Influenciar o Clima

Notícias | Deixe um comentário

por Luiz Renato Lazinski, do Inmet, exclusivo para o NA

O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, traz informações sobre as diversas situações climáticas que afetarão a produtividade da safra de verão para o Brasil neste final do ano de 2016. Na análise de três especialistas – o climatologista Luiz Carlos Molion, e os meteorologistasAlexandre Nascimento, da Climatempo, e Luiz Renato Lazinski, do Inmet -, o La Niña, de fraca intensidade, já está instalado.

Apesar de fraca, a La Niña muda o comportamento do clima na América do Sul desde meados de novembro. O fenômeno climático já vem mostrando suas consequências. Nos últimos dias, as chuvas trouxeram problemas para as estradas do Sul de Minas Gerais, causando desmoronamentos em estradas e morros.

Neste momento, as chuvas devem se concentrar sobre o Centro-Oeste e a região do Matopiba, podendo atrasar o plantio da soja. Por outro lado, produtores que aguardaram para realizar o plantio foram beneficiados; outros que se anteciparam precisarão fazer o replantio.

No período que vai do dia 16 ao dia 20 de novembro, a estimativa é de que abra tempo firme sobre o Rio Grande do Sul, oeste do Paraná, Santa Catarina e São Paulo e o leste do Mato Grosso do Sul, com tendência de instalação de um veranico de intensidade que variará entre 20 a 30 dias no norte pioneiro do Paraná. Os veranicos, ao longo da safra, poderão ser repetidos, o que deverá afetar a produtividade da soja.

Em suas previsões, o meteorologista do Inmet, Luiz Renato Lazinski alerta para a chegada de uma nova onda de de frio que está subindo da Antártida e deve atingir o sul do Paraná e pode trazer geadas leves nas áreas de baixada.. Desta forma, as lavouras de soja desta região também poderão sofrer perdas de produtividade.
La Niña começa a influenciar o clima, diz Lazinski

Leiam o depoimento do meteorologista do Inmet/MAPA, Luiz Renato Lazinski:

Segundo os prognósticos climáticos de médio e longo prazo, o fenômeno  climático “La Nina” já começa a influenciar o clima.

Para o centro-sul do Brasil, são esperadas chuvas mais irregulares e abaixo da média nas próximas semanas, principalmente no Rio Grande do Sul e Argentina.

Já para as regiões centro-oeste e áreas produtivas do nordeste, as chuvas, que estão atrasadas devem regularizar nas próximas semanas, inclusive com volumes acima da média.

Para o sudeste as chuvas devem concentrar mais ao norte da região, principalmente em Minas Gerais e Espirito Santo.

As temperaturas também seguem abaixo da média no sul do Brasil, com a entrada de massas de ar frio de forte intensidade para a época do ano.

Foram registradas temperaturas mínimas próximo a zero na serra do R.G.doSul e Planalto Sul de S.Catarina (3,5°C em São Joaquim –SC -12/11/16 e 01°C em Bom Jardim da Serra – SC, 12/11/16), agora no início de novembro.

Mais massas de ar frio de forte intensidade devem chegar ao sul do Brasil no próximo final de semana (entre os dias 18 a 21/11), provocando uma queda acentuada nas temperaturas e com formação de geadas de leve intensidade (geadas de baixadas) no sul do Paraná, Planalto Sul de S.Catarina e Serra Gaúcha.

Resumindo, os agricultores não esperem um clima muito favorável, como o que ocorreu nas últimas três safras passadas no sul do Brasil.

As chuvas por aqui devem ser muito irregulares, o que pode ocasionar “veranicos” ao longo da safra de verão e, prejudicar o bom desenvolvimento das lavouras nesta região.

Por outro lado, as chuvas que não foram muito favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no centro-oeste e áreas produtivas do nordeste nos últimos dois anos, devem ser mais abundantes, melhor distribuídas e apresentarem volumes acima da média nesta próxima safra de verão, que está começando.

Luiz Renato Lazinski

Meteorologista

INMET/MAPA6

mercosul

Mercosul Será Principal Região Exportadora de Carne Bovina em 2017

Notícias | Deixe um comentário

Os quatro países exportadores de carne bovina do Mercosul irão liderar o mercado internacional em 2017 com um total de 2,97 milhões de toneladas (peso carcaça), superando o número dos exportadores principais (NAFTA, Oceania e Índia, que exporta carne de búfalo), que não chegará a 2 milhões de toneladas, de acordo com as projeções realizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Se os números do USDA se confirmarem, será o maior volume exportado pela região desde 2007, há 10 anos. O aumento seria de 130 mil toneladas, das quais 100 mil a mais sairiam do Brasil (com total de 1,95 milhões de toneladas), 25 mil da Argentina (235 mil toneladas) e 5 mil do Paraguai (395 mil toneladas). As exportações uruguaias devem permanecer estáveis, com 385 mil toneladas.

No caso dos países do NAFTA, o USDA também projeta aumentos no saldo exportável. O principal crescimento se dará nos Estados Unidos, com 73 mil toneladas a mais, totalizando 1,19 milhões. No entanto, a Oceania apresentará uma pelo segundo ano consecutivo, de 90 mil toneladas, com uma baixa de 60 mil toneladas das exportações australianas e 30 mil toneladas nas neozelandesas.

Por último, o potencial de exportação da Índia será moderado, de apenas 75 mil toneladas em 2017, totalizando 1,93 milhões de toneladas.

Por: Izadora Pimenta, com informações do ElAgro.com.py
Fonte: Notícias Agrícolas

 

porco boi e frango

Exportações de Carnes até Setembro Crescem 9,6% em Volume

Notícias, Sem categoria | Deixe um comentário

As exportações de carnes in natura no período de janeiro a setembro deste ano somaram 4,370 milhões de toneladas, volume 9,6% superior ao embarcado em igual período do ano passado. A receita recuou 1,4% para US$ 8,826 bilhões. O preço médio caiu 10% para US$ 2.020/tonelada.

As vendas externas de carne suína in natura continuam ascendentes e no acumulado do ano atingiram 474 mil toneladas. O crescimento foi de 41,2% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. A receita subiu 11,5% para US$ 966 milhões.  O preço médio caiu 21% para US$ 2.038/tonelada.

Na carne bovina in natura o volume exportado cresceu 8,4% para 831 mil toneladas, enquanto a receita recuou 1,6% para US$ 3,291 bilhões. O preço médio recuou 9,2% para USR 3.960/tonelada.

No caso da carne de frango in natura houve aumento de 6,3% no volume embarcado, que atingiu 3,065 milhões de toneladas. A receita recuou 3,6% para US$ 4,568 bilhões. O preço médio caiu 9,2% para US$ 1.490 por tonelada.

Fonte da Notícia – Portal Agroin

Autoria: Venilson Ferreira

estação de monta

Planejamento da estação de monta nas fazendas produtoras de bovinos de corte

Notícias | Deixe um comentário

O sucesso da estação de monta na pecuária de corte depende de preparo prévio. Gestores e assistência técnica devem planejar e corrigir eventuais falhas ainda a tempo de garantir todas as condições adequadas para alcançar o máximo resultado. Em diversas regiões do Brasil, a estação de monta começa entre setembro e novembro, variando de acordo com o início das águas em cada região. De maneira simplificada, o preparo para a época envolve restabelecimento de condição corporal dos animais, andrológico de touros e compra de insumos para a reprodução bovina. É preciso que as fêmeas estejam em boas condições para conceber novamente, os touros sejam plenamente capazes de cumprir seu papel no caso de monta natural e que os materiais para inseminação artificial estejam disponíveis.

O período seco que antecede a estação de monta é crítico, já que a indisponibilidade de alimentos afeta a condição corporal dos animais e, consequentemente, o desempenho reprodutivo posterior. Atenção especial deve ser dada às primíparas e àquelas vacas com pior escore corporal. Para recuperar-se de modo a serem capazes de conceber, é importante destinar a elas os melhores pastos, além de proteinado de baixo consumo. Para as demais, pasto, sal e uréia.

Vacas que parem no início do período chuvoso têm melhores possibilidades de manter ou perder pouca condição corporal no pós-parto. Adicionalmente, é interessante ter na fazenda piquetes com capim de crescimento explosivo, com rebrota mais rápida no início das águas.

A restrição alimentar também pode prejudicar a capacidade reprodutiva dos touros. Andrológicos com resultados ruins podem ser reflexo de condições inadequadas até 60 dias antes. Assim, é importante realizar o exame andrológico o quanto antes para agir no sentido de recuperar condição corporal previamente ao período reprodutivo. O exame físico, de pernas e pés principalmente, é importante para verificar se o touro é capaz de realizar a monta.

A previsão da quantidade de vacas que irão entrar na estação de monta é essencial para providenciar a compra de sêmen e de material para IATF quando for o caso. Caso seja necessário adquirir novos reprodutores, faça-o pelo menos 2 meses antes da estação de monta, para que haja uma adaptação destes animais ao ambiente.

Antes de começar a estação, as fêmeas devem ser divididas em lotes por categoria – multíparas, primíparas, novilhas – e por data de parto. Isso permite um manejo adequado de acordo com as exigências do grupo. Touros jovens devem ser alocados juntamente com vacas mais experientes e separados de touros mais velhos, evitando competição desvantajosa e promovendo interações bem sucedidas entre machos e fêmeas.

*por Ana Elisa Franca e Diego Palucci, médicos veterinários – Rehagro

fonte: portal rural centro

arroba do boi prevista a R$ 170,00

Arroba pode passar de R$ 170 a partir de agosto

Notícias | Deixe um comentário

A oferta de animais prontos para o abate deve se manter restrita ao longo de todo o ano e, com isso, a arroba do boi gordo, no referencial de São Paulo, deve passar de R$ 170, a partir de agosto, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Luiz Cláudio Paranhos. “O preço vai ser daí para cima”, afirmou Paranhos na InterCorte 2016, em São Paulo, SP.

No entanto, Paranhos avalia que, nem mesmo esta perspectiva de alta, ou sinalização recente de queda do preço do milho, será o suficiente para incentivar o confinamento. “Essa insegurança da política econômica ainda não está resolvida”, disse.

Para ele, no entanto, a partir de 2017, a situação deve inverter para os pecuaristas. Um dos indicativos, segundo ele, é a queda do abate de bovinos no primeiro trimestre deste ano e a queda da participação do número de fêmeas nos abates, o que aponta para um aumento da oferta no próximo ano e também indica a virada do ciclo pecuário. “Esse é mais um motivo para o pecuarista investir em tecnologia e aumentar a produtividade do seu negócio, já que as margens devem diminuir no próximo ano. Genética, nutrição e manejo são muito importantes, além da gestão”, afirma

Preço do milho deve perder força – Depois de alcançar níveis recordes, o preço doméstico do milho começa a perder força e, no próximo ano, deve encontrar estabilidade com uma safra de verão maior, na opinião de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP. “Devemos ter uma queda mais acentuada agora com o avanço da colheita da safrinha e depois o preço deve encontrar uma estabilidade”, disse.

“Depois desta queda de entrada de safra, a cotação pode recuperar um pouco, mas não voltará mais para o nível anterior”, afirmou. Ele ponderou, no entanto, que fatores como clima e oferta mundial podem frustrar esta expectativa.

Para o analista, o preço recorde do grão, por si só, é um incentivo para que produtores aumentem a área de plantio e invistam mais em tecnologia, o que pode elevar a produtividade por hectare. Com isto, a primeira safra do grão em 2017 deve ser maior do que a deste ano. Conforme Ferraz, este ganho é “um caminho sem volta” e deverá consolidar o Brasil com um dos grandes players mundiais na produção e exportação de milho, ao lado dos Estados Unidos.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

picanha-assada-

Embrapa lançará selo Carne Carbono Neutro (CCN)

Notícias | Deixe um comentário

Carnes bovinas frescas, congeladas ou transformadas, para mercado interno ou exportação, poderão num futuro próximo receber um selo para certificar a sustentabilidade ambiental de sua produção. Registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a marca “Carne Carbono Neutro” (CCN) será lançada oficialmente durante o II Simpósio Internacional sobre Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (SIGEE), em Campo Grande (MS), entre os dias 7 e 9 de junho. A certificação ainda dependerá de negociações com os setores público e privado para a implantação e posterior transformação em selo.

A principal finalidade da marca-conceito CCN desenvolvida pela Embrapa é atestar a produção de bovinos de corte em sistemas com a introdução obrigatória de árvores como diferencial. Nessas condições, a presença do componente arbóreo em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) neutraliza o metano entérico emitido pelos animais.

O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, MS, Roberto Giolo afirma que a carne produzida no sistema com árvores pode ser certificada com a adoção do protocolo CCN. “O conceito pode impulsionar a exportação, principalmente para o mercado europeu que é muito exigente. A perspectiva é melhorar a visibilidade da carne brasileira e promover maior adoção dos sistemas ILPF e IPF no Brasil”, destaca.

Como funciona

Para garantir que a produção esteja de acordo com o conceito CCN, ela deve seguir as orientações do documento “Carne Carbono Neutro: um novo conceito para carne sustentável produzida nos trópicos”.

O pesquisador da Embrapa, Valdemir Laura, explica que carbono neutralizado fica armazenado no tronco das árvores. “Isso pode ser medido por uma fórmula com a qual se calcula o volume de madeira e, consequentemente, a quantidade de carbono fixada no tronco. Você faz o inventário florestal [medidas de diâmetro e altura das árvores], calcula o volume de madeira e a quantidade de carbono estocado. É inquestionável”, afirma.

Segundo ele, o sistema ideal deve ter entre 200 e 400 árvores por hectare. O estudo realizado na Embrapa Gado de Corte mostra que cerca de 200 árvores por hectare seriam suficientes para neutralizar o metano emitido por 11 bovinos adultos por hectare ao ano, sendo que a taxa de lotação usual no Brasil é de um a 1,2 animais por hectare.

Benefícios indiretos

A presença de árvores influencia ainda no bem-estar animal. “A sombra natural, além de bloquear a radiação solar, cria um microclima com sensação térmica mais agradável. Assim, é oferecida uma condição de melhor conforto térmico, por se tratar de um ambiente com menor temperatura”, diz a pesquisadora da Embrapa Fabiana Alves. Em experimentos realizados na Embrapa Gado de Corte, foi verificada a diminuição entre dois e oito graus Celsius na temperatura dentro do sistema. “Isso tem sido confirmado ao longo dos anos pela presença da sombra. Com o conforto térmico, o animal alcança maior eficiência, como o ganho de peso”, acrescenta. Assista a entrevista completa com a especialista.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Cleber Soares, ao produzir a Carne Carbono Neutro, o produtor e a cadeia produtiva também afastam perdas no processo. ”Só há ganhos, pois além de produzir carne e seus derivados, intensifica-se de forma sustentável a produção, contribuindo para a qualidade de vida da população [pela mitigação de gases de efeito estufa] e, sobretudo com a oferta de carne de altíssima qualidade com respeito ao bem-estar animal, de forma rentável e saudável”, finaliza.

O selo

Desde 2015, uma propriedade rural no Estado de Mato Grosso do Sul vem sendo avaliada para a produção do primeiro lote experimental de animais com base no protocolo CCN. O abate dos animais experimentais ocorreu no dia 19 de maio deste ano e os resultados serão apresentados no II SIGEE.

A maneira como a marca CCN será adotada está em processo de desenvolvimento e envolve negociações com o setor público e privado. Em 2016, foi aprovado um projeto- piloto, financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), para a avaliação de métricas da CCN em Mato Grosso do Sul. Além disso, um projeto recém-aprovado na Embrapa, com previsão de início para agosto deste ano, prevê estudos para a validação do protocolo CCN em fazendas comerciais nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Floresta Amazônica; análise e prospecção de mercado; valoração do produto e desenvolvimento de políticas públicas.

Fonte Portal DBO

 

recria+gado+corte

Mercado de Reposição Movimentado no Pará

Notícias | Deixe um comentário

Por Juliana Serra

A disponibilidade das pastagens no estado ainda dá suporte aos animais e isto faz com que os pecuaristas comecem a repor. O volume de negócios é bom, e oferta e demanda estão equilibradas. 

De acordo com o levantamento realizado pela Scot Consultoria, na média dos últimos doze meses, considerando todas as categorias de machos anelorados, houve aumento de 1,3% nas cotações. Em contrapartida, o bezerro desmamado (6@) apresentou queda de 3,0% no período.

A valorização do boi gordo, em igual intervalo, foi de 2,0%. Com isso, o poder de compra do pecuarista em relação à desmama melhorou.
Atualmente, o pecuarista consegue comprar 2,19 bezerros desmamados com a venda de um boi gordo de 16,5@ no Pará. No mesmo período de 2015, esta relação de troca era de 2,09. Alta de 5,1%.

Fonte: Scot Consultoria

vaca de leite

Preço pago ao produtor de leite registrou a sexta alta consecutiva

Notícias | Deixe um comentário

 

A concorrência entre os laticínios mantém firme os preços do leite no mercado interno. O preço pago ao produtor registrou a sexta alta consecutiva.

Considerando a média nacional, no pagamento de maio, referente ao leite entregue em abril, o produtor recebeu, em média, R$1,061 por litro de leite, segundo levantamento da Scot Consultoria.

Houve alta de 1,8% em relação ao pagamento anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento é de 14,2%, em valores nominais.

Segundo o Índice Scot Consultoria para a Captação de Leite, em abril o volume de leite diminuiu 2,7% frente ao mês anterior (média nacional). A produção caiu em todos os estados pesquisados, com o agravante do clima e alimentação concentrada cara.

Para maio, os dados parciais apontam para queda de 0,2% na produção brasileira, já com o peso da produção retomando no Sul do país e abertura de silos no Brasil Central e região Sudeste.

Para o pagamento de junho (produção de maio), 70,0% dos laticínios pesquisados acreditam em alta dos preços ao produtor e os 30,0% restantes falam em manutenção.

Por Juliana Pila

Fonte da Informação: Scot Consultoria