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Chegada da Frente Fria Deve Aliviar Seca nas Lavouras

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Após uma temporada de seca que perdurou pelos últimos três meses, a chegada da primavera promete uma frente fria que devolverá as chuvas às lavouras a partir da semana que vem. O clima quente e a falta d’água afetaram principalmente os Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, Pará e o interior do Nordeste. Café, laranja e as pastagens foram os mais prejudicados.

O plantio da safra de grãos teve algum desequilíbrio, mas a boa notícia é que as chuvas previstas para alcançar todo o Brasil até o dia 4 de outubro têm potencial para evitar quebras na temporada de 2017/18.

“A partir de terça-feira (26), as precipitações começarão pelo Rio Grande do Sul e, na sequência, vão se espalhando pelo Sudeste e Centro-Oeste”, prevê o meteorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira. Segundo ele, a última “boa” chuva para as lavouras aconteceu no início de junho.

Entre os cultivos perenes, “a informação que temos é que a citricultura trabalhou fortemente com irrigação para manter os pomares”, destaca. Já os cafezais registraram danos na florada ocorrida em agosto, mas a expectativa é que dentro de 7 a 10 dias venha uma nova florada.

O agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, acrescenta que parte do potencial produtivo da safra de café 2017/18 foi perdida em virtude da seca, porém, é cedo para falar em uma quebra. Na colheita deste ano a cultura já registrou menor rendimento.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados ontem, mostram que o ciclo de 2017 do grão arábica, praticamente todo colhido, marcou produtividade média de 24,02 sacas por hectare, redução de 8,8% em relação à temporada anterior.

Na pecuária, a estiagem provocou perda nas pastagens e, em casos mais extremos, há relatos de queimadas entre Goiás, Tocantins e Mato Grosso. “Mais de 120 cabeças de gado não suportaram as queimadas em Araguaina,TO”, comenta Santos.

Os prejuízos só não foram maiores porque uma vasta parcela do rebanho nacional encontra-se em confinamento nesta época. Agora, o retorno das chuvas deve permitir alguma recuperação aos pastos degradados ou até reforma completa dos mesmos.

Em relação aos grãos, houve atraso no plantio do milho de verão que pode desencadear danos na produtividade, pois a semeadura normalmente ocorre entre os meses de setembro e outubro, segundo o especialista da Rural Clima.

Em contrapartida, o baixo nível de remuneração da cultura já levaria o produtor a reduzir as áreas de plantio, substituindo-as por soja. No caso da oleaginosa, a janela ideal ainda está aberta e, com as chuvas da próxima semana, é possível que o plantio ocorra dentro da normalidade.

Próximas previsões – Passada esta etapa de precipitações, Oliveira acredita que virão percalços no fim do ano, dentre eles, risco de estiagem na região Sul, assim como no Paraguai e Uruguai, e excesso de chuvas durante a colheita do Sudeste e Centro-Oeste.

“As condições climáticas deste ano estão menos estáveis em relação ao mesmo período de 2016. Isso exige aumento nos cuidados com manejo e a aplicação de estratégias que diluam os riscos de perda. Trabalhar com a alternância entre cultivos de ciclo médio e tardio é uma opção”, sugere o especialista da Somar.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

gado vivo

Turquia Puxa Vendas de Gado Vivo

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As exportações de gado vivo pelo Brasil continuam em alta em 2017. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em agosto o Brasil exportou 54.700 cabeças de bovinos vivos, com faturamento total de US$ 39,12 milhões.

Com relação ao volume, houve alta de 17,8% na comparação com julho. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 25,6%.

Do total, 29,7% ou 16.200 animais, foram enviados para a Turquia, que atualmente é o principal comprador de bovinos vivos do Brasil.

Além da Turquia, os animais foram enviados para o Líbano, Egito, Jordânia e Iraque.
Fonte: Scot Consultoria

Bezzerros Agromax

Maior Movimentação e Alta de Preços dos Animais de Reposição no RJ

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O movimento altista do mercado do boi gordo, que se arrasta desde o início de agosto, está aquecendo o mercado de bovinos para reposição no Rio de Janeiro.

Nas últimas semanas, o comportamento dos compradores mudou. A procura aumentou e as negociações foram mais assíduas. Essa movimentação valorizou os preços dos animais de reposição, que em média, subiram 1,7% nos últimos trinta dias no estado.

Entretanto, essa valorização não foi suficiente para negativar a relação de troca.

Diferente do que vínhamos observando, nesse mesmo intervalo, a cotação da arroba teve alta de 5,6% e diante dessa conjuntura o pecuarista viu seu poder de compra aumentar.

Comparado com agosto último, houve uma melhora de 3,8% na relação de troca na média de todas as categorias.

Na comparação anual também ocorre o mesmo cenário. As quedas no preço da reposição foram maiores do que as quedas da arroba e essa relação favoreceu a troca para o pecuarista. Destaque para a desmama, que em igual comparação acumula melhora de 12,7%.

Contudo, a oferta de animais de reposição pode alterar esse contexto vantajoso para a troca em médio prazo.

por Marina Zaia
Fonte Scot Consultoria

boi gordo

Alta no Preço do Boi Gordo é a Maior Para o Mês em 21 Anos

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A oferta de animais para abate segue restrita nas regiões pesquisadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, cenário que vem impulsionando os preços do boi gordo há algumas semanas. Na parcial de agosto (até o dia 24), a elevação do Indicador Esalq/BM&FBovespa é de expressivos 10,87%. Esta alta é a maior para o mês da série histórica do Cepea, iniciada em 1997. Considerando-se agosto, em 21 anos, incluindo 2017, a variação média é de 1,56%, muito abaixo do observado neste ano.

Motivos para a elevação – O avanço dos preços do boi gordo em praticamente todas as praças é justificado pelo fato de que aproximadamente 90% do abate anual brasileiro é de animais engordados a pasto. Com a intensificação da seca, praticamente não há mais animais de pasto e a cadeia vive o período da “entressafra”. Além disso, a principal indústria retomou as compras e outras plantas reabriram nos últimos meses. Com isso, o preenchimento das escalas de abate tem sido mais difícil pelo aumento da competição entre as próprias indústrias por matéria-prima.

Outro fator que explica a atual escassez de bois está relacionado à delação dos irmãos Batista. Em meados de maio, após o ocorrido, o preço pago ao produtor caiu de forma acelerada, justamente no momento em que pecuaristas planejavam o primeiro giro do confinamento. Esta situação, aliada à incerteza relacionada aos prazos de pagamento da principal indústria do setor, explicam a menor oferta de animais, justamente 90 dias após a delação, momento em que deveriam ficar prontos os animais que começaram a ser confinados no início de junho.

Para corroborar o cenário, outro fator explicativo para as altas expressivas é o prolongamento das chuvas. Como neste ano as chuvas se alongaram até meados de junho, o confinamento também teve início de forma mais tardia. Alguns agentes do setor encaram o momento como altas de preços, enquanto pecuaristas afirmam que este período é de recuperação das quedas. Ressalta-se que as baixas em maio também foram as mais expressivas desde 1997.

Altas em todo o país – A escassez de boi gordo para abate tem obrigado a indústria frigorífica de São Paulo a buscar animais em estados vizinhos, principalmente em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Na parcial de agosto (até o dia 24), Três Lagoas e Campo Grande são as praças com as elevações mais expressivas, de 12,42% e de 12,31%, respectivamente. Na sequência, está Rio Verde (GO), com alta acumulada de 11,89%.

Rio Grande do Sul é o estado com a alta menos acentuada no mesmo período, de apenas 0,18%. De acordo com colaboradores do Cepea, o estado tem recebido muita carne de Mato Grosso do Sul e de outras regiões, atendendo à demanda do atacado. Assim, o mercado gaúcho não está acompanhando a tendência observada em outras regiões do País.

As elevações mais intensas em algumas praças têm feito com que a diferença de preços entre o estado de São Paulo e outras regiões se reduza. No Paraná, os preços praticamente igualam-se ao de São Paulo, região com valores tipicamente mais altos. Em Goiás, por exemplo, há negócios acima dos preços médios praticados em São Paulo. Além da escassez de bois no estado paulista, este movimento é resultado de políticas como a redução do ICMS.

Consumo – A equipe de mercado pecuário do Cepea não acompanha os preços no varejo. Porém, os preços e os estoques no atacado apresentam estreita relação com os preços repassados para o consumidor. No mercado atacadista de carne com osso, a carcaça casada do boi se valorizou 7,7% no acumulado do mês. Quanto aos cortes, o preço do traseiro subiu 8,25%, e os do dianteiro e da ponta de agulha, 7,63% e de 5,97%, respectivamente.

Agentes do atacado relatam que esperam altas nas próximas semanas, visto que, com a menor disponibilidade de animais prontos para abate, o relativo baixo volume de carne disponível tem sido escoado. Estes colaboradores do Cepea indicam que o consumo é o fator que tem impedido altas mais expressivas de preço, já que o rápido escoamento ocorre em função da baixa oferta.

Ainda que as exportações tenham apresentado significativa recuperação, o brasileiro é responsável por consumir aproximadamente 80% da produção. De acordo com o Banco Central, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano mantém-se em 0,34%. Ainda que positivo, este percentual é apenas uma lenta recuperação da economia. Com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas, segundo o IBGE, a aquisição da carne bovina, proteína mais cara do mercado, acaba não sendo impulsionada.

Quanto às carnes substitutas, no mês, os preços estão em alta de apenas 0,1% para a carcaça especial suína e de 0,9% para o frango. Esse menor aumento frente à valorização do boi faz com que o consumidor coloque na balança o custo/benefício da aquisição da carne bovina. Ainda que o consumo de carne bovina esteja enraizado na cultura do brasileiro, a situação econômica e social do País é crítica.

Fonte: Cepea

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Mercado do Boi com Fôlego para Recuperação nos Preços

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Mercado do boi em recuperação.

Os atuais patamares de preços indicam uma conjuntura bem mais favorável ao pecuarista do que a imaginada após o episódio da delação dos irmãos Batista.

O encurtamento na oferta, após um período de venda mais concentrada no fim do período de safra, vem garantindo a recomposição de preços do boi gordo.

A redução das escalas de abate em agosto, frente à observada nos últimos meses, é notória.

Em São Paulo, existem frigoríficos que trabalham com apenas um dia de compras à frente.

Os preços na praça paulista tiveram reajuste positivo neste fechamento, com a arroba do boi gordo cotada em R$133,50, à vista, já descontado o Funrural. Ainda existem indústrias que oferecem valores acima da referência.

O movimento de recuperação nas referências deve manter o fôlego em curto prazo.

Por  Gustavo Aguiar

Fonte da Informação: Scot Consultoria

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Boi: Com período de entressafra, perspectiva é de recuperacão nas cotações

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Arroba é cotada entre R$ 125,00 a R$ 127,00 em São Paulo. Escalas dos frigoríficos já estão mais curtas. Consumo permanece estável e só deve apresentar melhora no final do ano, com a entrada do 13º salário. Confinamento deve ficar abaixo do esperado inicialmente e totalizar 3 milhões de cabeças, próximo do registrado o ano anterior.

Alcides Torres, da Scot Consultoria, destaca que o cenário do mercado do boi gordo, se comparado com o início da operação Carne Fraca, é bem diferente: estável, com expectativa de recuperação das cotações frente a uma menor oferta, entrando no período da entressafra.

No mercado futuro, os preços são favoráveis, ultrapassando os R$136/@. Com isso, existe gente fazendo contrato a esses preços e gente vendendo, acreditando que o boi gordo não irá chegar a esses preços.

Os preços em São Paulo neste instante giram em torno de R$125/@ a R$127/@. A oferta diminuiu e não há mais escalas longas, com fatores externos incidindo menos sobre os números.

Do ponto de vista dos frigoríficos, as margens melhoraram muito e, para aqueles que exportam, as margens são boas também. O Brasil deve apresentar um bom desempenho de exportação em 2017. Na questão com os Estados Unidos, a reconquista do mercado depende de uma habilidade para negociar.

Os indicadores de recuperação da economia são evidentes, mas ainda existe muito desemprego no país. O consumo está estável e a perspectiva, no momento, é que ele continue assim, só apresentando melhora no final do ano, com 13º salário. O consumo de carne de frango, cujo custo teve uma queda em função da queda dos preços do milho, já é maior do que o de carne bovina, mas Torres não acredita que isso deva colaborar para alterar o mercado.

Com relação ao confinamento, houve uma queda de confiança séria e o Brasil deve confinar em torno de 3.600.000 cabeças, um número menor do que no ano passado.
Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta

Fonte: Notícias Agrícolas

gado no pasto

Associação de pecuaristas em GO mantém recomendação para não vender animais à prazo e negociar somente o necessário

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Em Goiás os pecuaristas estão preocupados com a queda nos preços. Desde a operação Carne Fraca as cotações caíram mais de 10% e atualmente o estado tem a arroba mais desvalorizada do país.

Atualmente a média de preço ofertado pelo boi gordo é de R$ 118/@, enquanto a vaca gorda vale R$ 115/@. Comparando com São Paulo, por exemplo, a diferença de preço chega a R$ 10,00 por arroba bovina.

Sem preços que remunerem, os produtores evitam as vendas. O problema é que “a maior parte dos animais estão prontos e o custo é diário”, conta o presidente da Associação Goiana de Nelore, Eurico Velasco.

Segundo ele, desde a divulgação da delação do Joesley Batista – detentor da JBS – os pecuaristas estão evitando entregar para empresa, uma vez que ela também só aceita compra com pagamento para 30 dias.

Uma minoria ainda aceita com a JBS, mas grande parte dos produtores busca alternativas com pequenas e médias indústrias locais. “Mas, esses frigoríficos não dão conta de abater a capacidade ofertada”, conta Velasco. Na região central do estado a JBS corresponde a 60% do abate.

Outro agravante é o início do período de seca. Com os pastos perdendo a capacidade de suporte, os produtores terão que suplementar para garantir o ganho de peso.

Diante do cenário preocupante, a Associação orienta que os produtores comercializem somente à vista e de forma compassada. “Sabemos que é difícil, porque a maioria está com caixa apertado, mas temos que tentar melhor o preço da arroba”.

Confinamento

Goiás é referência em confinamento. Estado com maior rebanho confinado estimava-se inicialmente aumento 5,8% o volume de animais em relação ao ano passado, totalizando 39 mil cabeças.

Essas previsões de aumento se deram em função dos preços atrativos do milho, mas o presidente da Associação de Nelore considera que esse volume pode não ser atingido.

“Mesmo com o preço do grão melhor, a queda da arroba é mais intensa. Não temos perspectiva de preço para confinar”, ressalta Velasco.

Velasco, contudo, também ressalta que “muitos pecuaristas estão com animais prontos no pasto, se não tiver pastagem, ele terá que confinar esse gado para garantir ganho de peso”.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

recria+gado+corte

Pecuaristas apostam em boas condições do pasto para ganhar queda de braço com JBS

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O abalo na política nacional provocado pela delação dos irmãos Batista ­ donos do conglomerado que inclui a JBS ­ também travou o mercado nacional do boi gordo. Pecuaristas e analistas relatam que desde a última quinta-feira (18) o volume de negócios é praticamente nulo.

Mas, a ponta da cadeia aposta no bom suporte das pastagens para ganhar a queda de braço com a maior processadora de proteína animal do mundo. Embora as cotações do boi gordo estejam até R$ 10 abaixo do praticado no ano passado, a intenção dos pecuaristas é evitar que os preços derretam.

Desde a semana passada a JBS assumiu postura de compra somente no prazo com 30 dias, mas os produtores se recusam a vender, com medo de calote. Na região de Juína, no Mato Grosso – estado com maior rebanho do país – o pecuarista e presidente do sindicato rural, José Lino, conta que a postura do produtor neste momento é de evitar as vendas.

“Ninguém quer vender a prazo. Aqueles que precisam estão negociando com outros frigoríficos da região para receber à vista, mas esses também já estão com as escalas alongadas”.

Para evitar que os preços caiam ainda mais, a ordem é negociar somente a necessidade de caixa. Até que a fumaça nebulosa se dissipe, os produtores vão segurando seus animais na fazenda com custo menor, graças ao alongamento na capacidade de suporte das pastagens.

Em um ano atípico para a pecuária, as chuvas se estenderam até maio, beneficiando os pastos. Com essa ‘vantagem’, o setor espera ter pelo menos mais 30 a 40 dias de folêgo até que o mercado tenha definições mais claras.

É evidente que a queda no preço da arroba desde o início do ano já causou prejuízo aos produtores, mas o objetivo agora é manter ‘frieza’ nas negociações. “Temos notícias de que as escalas da JBS caíram pela metade. Eles não conseguem comprar e tem pecuarista tirando animais da programação, então, seguramente precisarão vir ao mercado mais cedo ou mais tarde”, diz Lino.

Segundo o analista José Vicente Ferraz, da Informa Economics FNP, no levantamento mais recente – realizado na semana passada -, as escalas de abate da JBS atendiam em média até 30 de maio. Somado a isso, os estoques das câmaras frias garantiriam abastecimento até 3 de junho.

“Nosso entendimento é que empresa precisará continuar atendendo seus fornecedores do mercado interno e, principalmente, externo. Essa necessidade pode modificar a postura atual, mas não podemos prever qual será”, acrescenta Ferraz.

A expectativa é que a empresa possa retomar os negócios a vista e/ou aumentar as ofertas de compra. Em praticamente todas as regiões do país, a JBS tem preço abaixo dos demais frigoríficos. Em Juína, enquanto os concorrentes pagam até R$ 118/@ pela vaca gorda, a empresa dos irmãos Batistas não oferta mais que R$ 116/@. Em Goiás a realidade é parecida, o vice-presidente institucional da Faeg (Federação de Agricultura do Estado), Eduardo Veras, conta que a diferença entre os frigoríficos é de R$ 5/@.

Esperamos que o cenário se desenrole o mais breve possível, porque “produtor está perdendo a capacidade de honrar seus compromissos financeiros”, diz Veras. Segundo ele, a Faeg já organiza rodadas de discussão para buscar alternativas ao setor, como acesso ao crédito e prolongamento de custeio.

Fonte da Informação : Portal Noticias Agricolas

Vacas de leite

Isenção de ICMS em MT pode amenizar incertezas no mercado do boi

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A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) considera a isenção temporária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na venda de gado mato-grossense para outros Estados a única salvaguarda contra a decisão da JSB de suspender a aquisição de animais à vista.

De acordo com informação apurada pelo Portal DBO, a empresa padronizou todos os seus processos de compra de gado no Brasil há três semanas, adotando o pagamento unicamente a prazo (em 30 dias) para a aquisição de bois terminados. Segundo a nota enviada ao Portal, essa política já era adotada, antes da delação de Joesley Batista, em 97% das praças onde a JBS atua.

Diante do posicionamento da empresa, de suspender as compras à vista em 3% das praças em que praticava esse tipo de negociação no país (a JBS não informou quais praças eram essas), a Acrimat pediu ao governo de Mato Grosso a isenção da alíquota de 7% para a venda de animais a outros Estados.

Discussões - Em evento organizado pelo Santander em Cuiabá, MT, nesta quinta-feira, 25, Luciano Vacari, diretor executivo da Acrimat, disse que uma possível redução da alíquota para 2,5%, avaliada pelo governo de Mato Grosso, não seria aceita. “Se a indústria tem o direito de fazer o que quer, temos o direito de salvaguardar os pecuaristas e poder dar mais competitividade ao gado de Mato Grosso, lembrando que a JBS tem 48% do abate aqui e 34% do Brasil”, disse durante o Seminário A Força do Campo.

De acordo com Vacari, mesmo com a série de notícias negativas para o setor – decorrentes da Operação Carne Fraca e da crise da JBS – o abate segue normal nos frigoríficos, a compra de gado prossegue, o consumo de carne não recuou no país e as exportações cresceram. “Assim, não há justificativa para quedas recentes no preço da arroba bovina”, afirmou.

Depois da Operação Carne Fraca, a arroba bovina cedeu 10%. Desde a semana passada, com a delação da JBS, o recuo observado em algumas praças do Estado é de até R$ 6 por arroba.

Fonte: Portal DBO com ESTADÃO CONTEÚDO