arroba do boi prevista a R$ 170,00

Arroba pode passar de R$ 170 a partir de agosto

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A oferta de animais prontos para o abate deve se manter restrita ao longo de todo o ano e, com isso, a arroba do boi gordo, no referencial de São Paulo, deve passar de R$ 170, a partir de agosto, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Luiz Cláudio Paranhos. “O preço vai ser daí para cima”, afirmou Paranhos na InterCorte 2016, em São Paulo, SP.

No entanto, Paranhos avalia que, nem mesmo esta perspectiva de alta, ou sinalização recente de queda do preço do milho, será o suficiente para incentivar o confinamento. “Essa insegurança da política econômica ainda não está resolvida”, disse.

Para ele, no entanto, a partir de 2017, a situação deve inverter para os pecuaristas. Um dos indicativos, segundo ele, é a queda do abate de bovinos no primeiro trimestre deste ano e a queda da participação do número de fêmeas nos abates, o que aponta para um aumento da oferta no próximo ano e também indica a virada do ciclo pecuário. “Esse é mais um motivo para o pecuarista investir em tecnologia e aumentar a produtividade do seu negócio, já que as margens devem diminuir no próximo ano. Genética, nutrição e manejo são muito importantes, além da gestão”, afirma

Preço do milho deve perder força – Depois de alcançar níveis recordes, o preço doméstico do milho começa a perder força e, no próximo ano, deve encontrar estabilidade com uma safra de verão maior, na opinião de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP. “Devemos ter uma queda mais acentuada agora com o avanço da colheita da safrinha e depois o preço deve encontrar uma estabilidade”, disse.

“Depois desta queda de entrada de safra, a cotação pode recuperar um pouco, mas não voltará mais para o nível anterior”, afirmou. Ele ponderou, no entanto, que fatores como clima e oferta mundial podem frustrar esta expectativa.

Para o analista, o preço recorde do grão, por si só, é um incentivo para que produtores aumentem a área de plantio e invistam mais em tecnologia, o que pode elevar a produtividade por hectare. Com isto, a primeira safra do grão em 2017 deve ser maior do que a deste ano. Conforme Ferraz, este ganho é “um caminho sem volta” e deverá consolidar o Brasil com um dos grandes players mundiais na produção e exportação de milho, ao lado dos Estados Unidos.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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Embrapa lançará selo Carne Carbono Neutro (CCN)

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Carnes bovinas frescas, congeladas ou transformadas, para mercado interno ou exportação, poderão num futuro próximo receber um selo para certificar a sustentabilidade ambiental de sua produção. Registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a marca “Carne Carbono Neutro” (CCN) será lançada oficialmente durante o II Simpósio Internacional sobre Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (SIGEE), em Campo Grande (MS), entre os dias 7 e 9 de junho. A certificação ainda dependerá de negociações com os setores público e privado para a implantação e posterior transformação em selo.

A principal finalidade da marca-conceito CCN desenvolvida pela Embrapa é atestar a produção de bovinos de corte em sistemas com a introdução obrigatória de árvores como diferencial. Nessas condições, a presença do componente arbóreo em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF) neutraliza o metano entérico emitido pelos animais.

O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, MS, Roberto Giolo afirma que a carne produzida no sistema com árvores pode ser certificada com a adoção do protocolo CCN. “O conceito pode impulsionar a exportação, principalmente para o mercado europeu que é muito exigente. A perspectiva é melhorar a visibilidade da carne brasileira e promover maior adoção dos sistemas ILPF e IPF no Brasil”, destaca.

Como funciona

Para garantir que a produção esteja de acordo com o conceito CCN, ela deve seguir as orientações do documento “Carne Carbono Neutro: um novo conceito para carne sustentável produzida nos trópicos”.

O pesquisador da Embrapa, Valdemir Laura, explica que carbono neutralizado fica armazenado no tronco das árvores. “Isso pode ser medido por uma fórmula com a qual se calcula o volume de madeira e, consequentemente, a quantidade de carbono fixada no tronco. Você faz o inventário florestal [medidas de diâmetro e altura das árvores], calcula o volume de madeira e a quantidade de carbono estocado. É inquestionável”, afirma.

Segundo ele, o sistema ideal deve ter entre 200 e 400 árvores por hectare. O estudo realizado na Embrapa Gado de Corte mostra que cerca de 200 árvores por hectare seriam suficientes para neutralizar o metano emitido por 11 bovinos adultos por hectare ao ano, sendo que a taxa de lotação usual no Brasil é de um a 1,2 animais por hectare.

Benefícios indiretos

A presença de árvores influencia ainda no bem-estar animal. “A sombra natural, além de bloquear a radiação solar, cria um microclima com sensação térmica mais agradável. Assim, é oferecida uma condição de melhor conforto térmico, por se tratar de um ambiente com menor temperatura”, diz a pesquisadora da Embrapa Fabiana Alves. Em experimentos realizados na Embrapa Gado de Corte, foi verificada a diminuição entre dois e oito graus Celsius na temperatura dentro do sistema. “Isso tem sido confirmado ao longo dos anos pela presença da sombra. Com o conforto térmico, o animal alcança maior eficiência, como o ganho de peso”, acrescenta. Assista a entrevista completa com a especialista.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Cleber Soares, ao produzir a Carne Carbono Neutro, o produtor e a cadeia produtiva também afastam perdas no processo. ”Só há ganhos, pois além de produzir carne e seus derivados, intensifica-se de forma sustentável a produção, contribuindo para a qualidade de vida da população [pela mitigação de gases de efeito estufa] e, sobretudo com a oferta de carne de altíssima qualidade com respeito ao bem-estar animal, de forma rentável e saudável”, finaliza.

O selo

Desde 2015, uma propriedade rural no Estado de Mato Grosso do Sul vem sendo avaliada para a produção do primeiro lote experimental de animais com base no protocolo CCN. O abate dos animais experimentais ocorreu no dia 19 de maio deste ano e os resultados serão apresentados no II SIGEE.

A maneira como a marca CCN será adotada está em processo de desenvolvimento e envolve negociações com o setor público e privado. Em 2016, foi aprovado um projeto- piloto, financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), para a avaliação de métricas da CCN em Mato Grosso do Sul. Além disso, um projeto recém-aprovado na Embrapa, com previsão de início para agosto deste ano, prevê estudos para a validação do protocolo CCN em fazendas comerciais nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Floresta Amazônica; análise e prospecção de mercado; valoração do produto e desenvolvimento de políticas públicas.

Fonte Portal DBO

 

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Mercado de Reposição Movimentado no Pará

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Por Juliana Serra

A disponibilidade das pastagens no estado ainda dá suporte aos animais e isto faz com que os pecuaristas comecem a repor. O volume de negócios é bom, e oferta e demanda estão equilibradas. 

De acordo com o levantamento realizado pela Scot Consultoria, na média dos últimos doze meses, considerando todas as categorias de machos anelorados, houve aumento de 1,3% nas cotações. Em contrapartida, o bezerro desmamado (6@) apresentou queda de 3,0% no período.

A valorização do boi gordo, em igual intervalo, foi de 2,0%. Com isso, o poder de compra do pecuarista em relação à desmama melhorou.
Atualmente, o pecuarista consegue comprar 2,19 bezerros desmamados com a venda de um boi gordo de 16,5@ no Pará. No mesmo período de 2015, esta relação de troca era de 2,09. Alta de 5,1%.

Fonte: Scot Consultoria

vaca de leite

Preço pago ao produtor de leite registrou a sexta alta consecutiva

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A concorrência entre os laticínios mantém firme os preços do leite no mercado interno. O preço pago ao produtor registrou a sexta alta consecutiva.

Considerando a média nacional, no pagamento de maio, referente ao leite entregue em abril, o produtor recebeu, em média, R$1,061 por litro de leite, segundo levantamento da Scot Consultoria.

Houve alta de 1,8% em relação ao pagamento anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento é de 14,2%, em valores nominais.

Segundo o Índice Scot Consultoria para a Captação de Leite, em abril o volume de leite diminuiu 2,7% frente ao mês anterior (média nacional). A produção caiu em todos os estados pesquisados, com o agravante do clima e alimentação concentrada cara.

Para maio, os dados parciais apontam para queda de 0,2% na produção brasileira, já com o peso da produção retomando no Sul do país e abertura de silos no Brasil Central e região Sudeste.

Para o pagamento de junho (produção de maio), 70,0% dos laticínios pesquisados acreditam em alta dos preços ao produtor e os 30,0% restantes falam em manutenção.

Por Juliana Pila

Fonte da Informação: Scot Consultoria

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Confinar 2016: Especialista Abordará a Otimização do Rendimento com Adubação de Pastagens

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Os ganhos técnicos e econômicos que a tecnologia da intensificação da produção de carne por meio da correção e da adubação do solo da pastagem. Este é um dos objetivos da palestra que será ministrada pelo consultor e professor, Adilson de Paula Almeida Aguiar, durante o Confinar 2016 – um dos principais eventos sobre pecuária de corte do país. Em sua quinta edição serão abordados temas relacionados ao atual cenário econômico e as mais recentes tecnologias aplicadas à pecuária de corte, que acontecerá nos dias 31 de maio e 1º de junho no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, promovido pela Beef Tec. Confira a entrevista:

Confinar – Em sua palestra, o senhor falará como a adubação de pastagens pode aumentar a margem de lucro da pecuária moderna. Poderia falar um pouco sobre o tema?

Adilson de Paula – Na introdução da minha palestra vou apresentar dados do mercado mundial e nacional de fertilizantes, quanto à sua produção, exportação, importação e utilização, e quais os desafios que a agropecuária mundial e nacional já enfrenta e enfrentará no futuro quanto ao uso de corretivos e fertilizantes. Mas a ênfase será dada particularmente à cultura pastagem. Ainda na introdução eu vou apresentar os ganhos técnicos e econômicos que a tecnologia da intensificação da produção de carne por meio da correção e da adubação do solo da pastagem traz.

Já no desenvolvimento da minha palestra primeiro eu vou apresentar as etapas de um programa de manejo da fertilidade do solo da pastagem por meio da sua correção e adubação; segundo, em cada uma das etapas do programa os principais procedimentos a serem executados, como executá-los e as suas “janelas” de execução, com base nas boas práticas de uso de fertilizantes (as BPUFs) que consistem na aplicação em campo dos 4 C: aplicação da fonte de nutriente Certa, na dose Certa, no local Certo e na época Certa. Vou também apresentar as principais fontes de corretivos e adubos, as novas tecnologias, as tendências e as perspectivas na área de correção e adubação de solos da pastagem.
Confinar – Percebemos que o produtor rural tem investido constantemente em novas tecnologias conceitos inovadores, na área de adubo de pastagem como isso é percebido?
Adilson de Paula – Quando se analisa o crescimento da adoção da tecnologia de correção e adubação do solo da pastagem (leia-se, pela pecuária) encontram-se alguns aparentes paradoxos. Por ocasião do ultimo Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005, publicado em 2006, foi levantado que naquele ano apenas 2,41% dos estabelecimentos pecuários adubaram pastagens, ou seja, muito pouco. Pergunta-se: será que desde então este cenário mudou? Parece que não, pois analisando os dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos sobre o mercado de fertilizantes em 2014 (ANDA, 2015) observa-se que apenas 1,48% de todo o fertilizante comercializado naquele ano teve como destino as pastagens. Apenas cinco culturas agrícolas, soja, milho, cana, café e algodão consumiram 91% do total de fertilizantes comercializado.
Aqui está um primeiro paradoxo: a área cultivada com culturas agrícolas ocupa apenas 22% da área agricultável do país, mas consumiu 98,52% do total de fertilizantes comercializados em 2014, enquanto as pastagens ocupam 78% da área agricultável. Por outro lado quando se analisa os dados do ultimo Rally da Pecuária (AGROCONSULT, 2015) me parece haver outro paradoxo, pois segundo o relatório deste rally 54% dos entrevistados afirmaram corrigir:adubar suas pastagens e pelos cálculos ponderados 17,5% da área de pastagem era corrigida e adubada. Extrapolando estes resultados para a área de pastagens do país Lima Filho e Cunha (2015) estimaram que 8,79% do total de fertilizantes comercializados poderiam estar tendo seu destino às pastagens. De fato, fazendo uma retrospectiva a cada uma década entre o ano em que eu me ingressei no curso de Zootecnia, em 1986, em 1996 quando eu já estava trabalhando como professor, pesquisador e consultor, 2006 e agora em 2016, eu constato que cada vez mais há profissionais da consultoria fazendo e acompanhando projetos de intensificação da produção em pasto através da tecnologia de correção e adubação.

Outra constatação muito interessante é que quando eu comecei a estudar e a pesquisar esta área em 1988 até o inicio dos anos 2000, se pensava que a intensificação da produção animal em pasto seria uma realidade para os estados das regiões Sul, Sudeste, a parte sul da região Centro-Oeste e a parte leste da região Nordeste (no litoral desta região) e principalmente para sistemas de produção de leite, onde a área media das propriedades já era relativamente pequena e o preço médio da terra relativamente alto. Entretanto, atualmente eu acompanho projetos e sei de projetos acompanhados por colegas, de intensificação da produção animal em pasto em estados das regiões Norte e na parte norte da região Centro-Oeste. Este último aparente paradoxo pode ser explicado pela subestimação por falta de informação mais precisa quanto ao destino do fertilizante comercializado.

Confinar – Qual investimento inicial é preciso para a recuperação do pasto por intermédio da adubação e em quanto tempo esse montante é recuperado?

Adilson de Paula – O primeiro e o mais importante investimento a ser feito pelo pecuarista é contratar uma consultoria especializada em projetos de intensificação da produção em pasto. É esta consultoria que vai orientar todas as etapas do programa e vai ajudar o pecuarista a estabelecer as metas de produtividade possíveis para cada situação especifica, e por fim, irá elaborar um projeto de viabilidade técnica e econômica para que auxiliará o pecuarista a tomar as decisões finais. Já o investimento inicial vai depender dos seguintes fatores: a fertilidade do solo em questão, o potencial de produção de forragem naquele ambiente especifico dado pelas condições climáticas, as metas de produtividade possíveis naquele ambiente (capacidade de suporte, taxa de lotação, desempenho por animal, produtividade por hectare), dos preços de corretivos e adubos, dos preços de compra e de venda dos animais, da categoria de animal explorada (fêmea ou macho, macho inteiro ou castrado, suas idades e seus pesos) e do nível de suplementação que os animais receberão.

Um aspecto importante para ser destacado nestes projetos de intensificação é que os custos com a compra de animais pode representar entre R$ 5 (nos ciclos de baixa) a R$ 8 (nos ciclos de alta) para cada R$ 1 investido no programa de correção e adubação do solo da pastagem. Por isso se diz: o caro não é corrigir e adubar, mas sim comprar o excedente de animais para ajustar a taxa de lotação à capacidade de suporte da pastagem que é aumentada significativamente por meio da correção e adubação do seu solo.

Confinar – Qual orientação ao pecuarista que precisa otimizar o desempenho de sua propriedade no ganho de peso, em relação ao pasto?

Adilson de Paula – Ele precisa de um diagnóstico de um consultoria especializada que irá fazer um levantamento de todos os fatores que determinam o sucesso da produção animal em pasto, na seguinte sequencia: as espécies forrageiras implantadas, a implantação destas forrageiras, a infraestrutura da propriedade (formato, número e área dos piquetes, fontes de água e suas dimensões, cochos para suplementos e suas dimensões, sombreamento e suas dimensões, corredores de acesso para o rebanho, etc), manejo do pastejo (método de pastoreio e modalidade de taxa de lotação, alturas alvos de manejo para as diferentes forrageiras cultivadas na propriedade), controle de plantas invasoras e de insetos pragas, manejo dos animais (potencial genético dos animais, suplementação básica com minerais e suplementos múltiplos de baixo a médio consumo, sanidade, manejo em currais etc), e gestão do negocio em si (controle dos custos, das receitas e dos resultados; planejamentos de curto, médio e longo prazo etc). Até aqui eu classifico como “o programa básico”. Uma vez esta etapa estando em andamento ai chega o momento de se avaliar a viabilidade técnica e econômica da intensificação da produção através das tecnologias de correção, adubação e até mesmo irrigação do solo e da suplementação dos animais com maiores níveis de suplementos.

Com base nos preços e nos custos de 2015 a relação de beneficio:custo da intensificação da pastagem por meio da correção e adubação do seu solo variou entre R$ 1,81 a R$ 4,56 de lucro para cada R$ 1 gasto, para aumentos de produtividade de 6,4 (sem correção e sem adubação) para 11, 25 e 43 arrobas/ha/ano, respectivamente, ou seja, quanto maior foi o nível de intensificação maiores foram as relações.
Ana Brito

GADO NELORE

Arroba Pode Passar de R$ 170 no Mercado Futuro

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Arroba pode passar de R$ 170 no mercado futuro

Falta de animais para o abate e aumento do volume de exportações devem elevar cotação do boi gordo na bolsa de valores

Alisson Freitas

A baixa oferta de animais para o abate pode gerar maior valorização da arroba no mercado futuro, ultrapassando a marca de R$ 170/@, segundo previsão de Maurício Nogueira, da Agroconsult. “O preço tende a crescer em função da falta de animais no mercado e do aumento do volume de exportações”, explicou em entrevista durante o Rally da Pecuária. Na última sexta-feira, 29 de abril, a arroba estava cotada a R$ 162,74 no mercado futuro da BM&F Bovespa para entrega em dezembro.

O consultor também observa que a subida de preços não está imune a oscilações. “O produtor tem que estar atento e ver o melhor momento de fazer o hedge. No ano passado muitos pensavam que a arroba subiria mais e acabaram perdendo a chance de fazer um bom caixa, pois isso não aconteceu. Basta uma notícia positiva ou negativa para o preço subir ou cair”, alerta.

Principais interessados no travamento de preço na bolsa de valores, os confinadores têm encontrado um difícil cenário em 2016. Estima-se que os custos de produção da atividade tenham subido em torno de 30%. O milho, principal insumo para alimentação dos animais, teve alta de mais de 50% em algumas praças. Isso tem feito com que os produtores busquem outras alternativas de alimentação, ao mesmo tempo em que a alta na procura encarece esses insumos. “Nas últimas semanas acompanhei alguns produtores que pagaram R$ 35 na saca de sorgo, valor bem acima do mercado”, afirmou Nogueira.

*o jornalista viajou a convite da Agroconsult

Fonte: Portal DBO

pastosat

Monitoramento por Satélite pode Prever Oferta de Pasto

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Ferramenta visa identificar intervenções feitas nas pastagens e estimar volume de animais para o abate em cada região do País

No último ano, a falta de chuvas prejudicou a produtividade de diversas fazendas de pecuária de corte, causando um grande alvoroço no mercado. Com o pasto ruim, diminui a taxa de lotação das propriedades e consequentemente a oferta de animais para o abate.

Uma das empresas do Grupo AgroConsult, a AgroSatélite desenvolveu o PastoSat, um programa que visa monitorar as pastagens de todo o país via satélite. Os principais objetivos são identificar as intervenções feitas em cada pastagem (adubação, reforma e etc) apenas pela imagem gerada pelo satélite e também prever a oferta de pasto de cada temporada. A AgroSatélite já conta com um programa similar para o setor sucroenergético, o CanaSat.

A empresa já conta com mais de 2.200 pontos de observação. As informações são coletadas durante o Rally da Pecuária, que percorre as principais regiões produtoras de pecuária do País. Nesta edição, as entrevistas com produtores feitas durante a expedição passaram a conter informações detalhadas sobre histórico do pasto nos últimos anos. Com isso, a empresa espera reconhecer as intervenções feitas em cada pastagem apenas pela imagem via satélite.

“A imagem do satélite apresenta diferentes zonas de coloração, de acordo com o que foi feito naquele pasto. Queremos cruzar as informações coletadas com os produtores para identificar um padrão das intervenções e assim saber o que foi feito com cada pasto apenas analisando a imagem”, destaca Maurício Nogueira, coordenador de pecuária da AgroConsult.

O consultor destaca que as informações podem ser usadas de inúmeras formas, principalmente pelas indústrias, associações de produtores e entidades de pesquisas. “Os frigoríficos poderão saber quanto de gado podem esperar para os próximos meses. As associações poderão monitorar a situação dos pastos de cada região e os centro de pesquisas podem orientar os produtores a aplicar melhores técnicas para aumentar sua produtividade”, conclui.

Ainda não há previsão de lançamento do PastoSat. O projeto está pronto e a AgroConsult espera por algum parceiro para colocar o produto no mercado.

Fonte: Portal DBO

Touros-Nelore PO

Mercado de Touros Aquecido no MS

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Negócios têm sido fechados a mais de R$ 5.500 em pequenas fazendas na região de Dourados

Alisson Freitas

A demanda por touros Nelore PO tem se mantido aquecida nas principais regiões de pecuária de corte do país. No Sudoeste do Mato Grosso do Sul, a liquidez beira 90% em algumas pequenas propriedades que abastecem o mercado local.

É o caso do Sítio Boa Vista, de Laguna Caparã, cidade vizinha a Dourados. “Produzimos em média 79 touros por safra e quase tudo é vendido na fazenda. A demanda tem sido crescente nos últimos anos em função da valorização dos bezerros”, destaca o administrador, Carlos Alves Cabral.

A propriedade de 52 hectares teve sua pastagem reformada recentemente, após o cultivo de soja e milho. Ela funciona como uma vitrine dos animais, ficando às margens da rodovia MS 379, que liga a cidade a Dourados.

Os animais chegam à fazenda no pós desmama, são recriados à pasto com braquiarão e suplementados com proteico energético no período da seca. Eles são vendidos aos 36 meses, com exame andrológico completo, por 40 arrobas na cotação do dia. Se os animais fossem comercializados no dia 2 de maio, por exemplo, o preço seria de R$ 5.520, segundo a cotação da Scot Consultoria para a região de Dourados (R$ 138/@).

A reposição vem de outra fazenda dos proprietários, que fica no município de Porto Murtinho, há quase 400 km da região. Lá, as 260 matrizes são inseminadas por IATF, sendo submetidas a ultrassonografia após 30 dias. As vazias são cobertas por touro. A taxa de prenhez é de 85%. A cabeceira é colocada à venda e o refugo vai para o abate.

Para os próximos anos, a expectativa é aumentar a produção, chegando em algo entre 90 e 100 reprodutores. “O fato de estarmos bem localizados atrai a atenção dos pecuaristas que passam pela região e nos dá um bom fluxo de vendas”, conclui Cabral.

Fonte: Portal DBO

bezerro

Preço do Bezerro Favorece Troca por Touros

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Para comprar um touro formado são necessários cinco a sete bezerros, ante 10 a 12 há oito anos

A alta do preço do bezerro, para patamar próximo de R$ 1.500 por cabeça, melhorou a relação de troca entre bezerro e touro em todo o Brasil, de acordo com Fábio Ferreira, técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) em Cuiabá (MT). Segundo ele, hoje para um pecuarista comprar um touro formado são necessários cinco a sete bezerros, ante 10 a 12 há oito anos. “A procura permanece aquecida e a renovação de touros no rebanho está mais forte. Para o produtor, a relação de troca está muito interessante”, afirmou ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na 82ª Expozebu, em Uberaba (MG).

Quanto ao confinamento em Mato Grosso, Ferreira prevê queda em 2016, mas, segundo ele, não deve ser expressiva. “O preço do milho está limitando muito (o confinamento) neste ano.

Produtores grandes e alguns médios estão travando (o cereal) no mercado futuro e são eles que vão manter o confinamento”, explicou. Mas insistiu que ainda é cedo para fazer qualquer projeção quanto ao volume de animais confinados na entressafra. Segundo ele, a saca do milho no Estado saltou de R$ 28 no início do ano para R$ 40 atualmente. O avanço de 43% pressiona o produtor, uma vez que a alimentação representa 80% do total de gastos do pecuarista, segundo o técnico da ABCZ.

Produtores de Mato Grosso também estão fazendo recria a pasto sem confinamento para driblar a alta do milho. Trata-se da técnica de deixar os animais no campo e dar a eles menor quantidade de ração por dia. Nesse caso, o ganho de peso é mais lento, explicou Ferreira.

Também supervisor do PMGZ, programa de genética da ABCZ, Ferreira afirmou que alguns pecuaristas estão buscando bezerros com maior potencial genético, que respondem melhor à engorda durante o período de confinamento. Conforme ele, a arroba em Mato Grosso chega a valer R$ 130 à vista, menos do que a de R$ 155 observada em São Paulo, praça de referência do País.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

brinco auricular

Ministério da Agric. Aprova Nova Forma de Identificação de Bovinos

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aprovou uma nova forma de identificação de bovinos e bubalinos junto ao Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV). A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20).

A Instrução Normativa nº 17, de 2006, já previa a marca a fogo junto com um brinco auricular como uma das formas de identificação, assim como o brinco auricular numa orelha e um botão na outra orelha.

Pela nova forma aprovada pelo Mapa, o animal pode usar conjuntamente a marca a ferro, o brinco numa orelha e o botão na outra orelha. A marca a ferro deverá ser feita em uma das pernas traseiras, na região abaixo de uma linha imaginária que liga as articulações das patas dianteira e traseira.

“O uso das três formas partiu de consulta de uma propriedade rural e não vimos restrição”, disse o coordenador da Monitoramento Estratégico, Alexandre Bastos.

O SISBOV é utilizado para a identificação individual de bovinos e bubalinos em propriedades que têm interesse em vender animais para o abate.
Fonte: Mapa