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Confinar 2016: Especialista Abordará a Otimização do Rendimento com Adubação de Pastagens

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Os ganhos técnicos e econômicos que a tecnologia da intensificação da produção de carne por meio da correção e da adubação do solo da pastagem. Este é um dos objetivos da palestra que será ministrada pelo consultor e professor, Adilson de Paula Almeida Aguiar, durante o Confinar 2016 – um dos principais eventos sobre pecuária de corte do país. Em sua quinta edição serão abordados temas relacionados ao atual cenário econômico e as mais recentes tecnologias aplicadas à pecuária de corte, que acontecerá nos dias 31 de maio e 1º de junho no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, promovido pela Beef Tec. Confira a entrevista:

Confinar – Em sua palestra, o senhor falará como a adubação de pastagens pode aumentar a margem de lucro da pecuária moderna. Poderia falar um pouco sobre o tema?

Adilson de Paula – Na introdução da minha palestra vou apresentar dados do mercado mundial e nacional de fertilizantes, quanto à sua produção, exportação, importação e utilização, e quais os desafios que a agropecuária mundial e nacional já enfrenta e enfrentará no futuro quanto ao uso de corretivos e fertilizantes. Mas a ênfase será dada particularmente à cultura pastagem. Ainda na introdução eu vou apresentar os ganhos técnicos e econômicos que a tecnologia da intensificação da produção de carne por meio da correção e da adubação do solo da pastagem traz.

Já no desenvolvimento da minha palestra primeiro eu vou apresentar as etapas de um programa de manejo da fertilidade do solo da pastagem por meio da sua correção e adubação; segundo, em cada uma das etapas do programa os principais procedimentos a serem executados, como executá-los e as suas “janelas” de execução, com base nas boas práticas de uso de fertilizantes (as BPUFs) que consistem na aplicação em campo dos 4 C: aplicação da fonte de nutriente Certa, na dose Certa, no local Certo e na época Certa. Vou também apresentar as principais fontes de corretivos e adubos, as novas tecnologias, as tendências e as perspectivas na área de correção e adubação de solos da pastagem.
Confinar – Percebemos que o produtor rural tem investido constantemente em novas tecnologias conceitos inovadores, na área de adubo de pastagem como isso é percebido?
Adilson de Paula – Quando se analisa o crescimento da adoção da tecnologia de correção e adubação do solo da pastagem (leia-se, pela pecuária) encontram-se alguns aparentes paradoxos. Por ocasião do ultimo Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2005, publicado em 2006, foi levantado que naquele ano apenas 2,41% dos estabelecimentos pecuários adubaram pastagens, ou seja, muito pouco. Pergunta-se: será que desde então este cenário mudou? Parece que não, pois analisando os dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos sobre o mercado de fertilizantes em 2014 (ANDA, 2015) observa-se que apenas 1,48% de todo o fertilizante comercializado naquele ano teve como destino as pastagens. Apenas cinco culturas agrícolas, soja, milho, cana, café e algodão consumiram 91% do total de fertilizantes comercializado.
Aqui está um primeiro paradoxo: a área cultivada com culturas agrícolas ocupa apenas 22% da área agricultável do país, mas consumiu 98,52% do total de fertilizantes comercializados em 2014, enquanto as pastagens ocupam 78% da área agricultável. Por outro lado quando se analisa os dados do ultimo Rally da Pecuária (AGROCONSULT, 2015) me parece haver outro paradoxo, pois segundo o relatório deste rally 54% dos entrevistados afirmaram corrigir:adubar suas pastagens e pelos cálculos ponderados 17,5% da área de pastagem era corrigida e adubada. Extrapolando estes resultados para a área de pastagens do país Lima Filho e Cunha (2015) estimaram que 8,79% do total de fertilizantes comercializados poderiam estar tendo seu destino às pastagens. De fato, fazendo uma retrospectiva a cada uma década entre o ano em que eu me ingressei no curso de Zootecnia, em 1986, em 1996 quando eu já estava trabalhando como professor, pesquisador e consultor, 2006 e agora em 2016, eu constato que cada vez mais há profissionais da consultoria fazendo e acompanhando projetos de intensificação da produção em pasto através da tecnologia de correção e adubação.

Outra constatação muito interessante é que quando eu comecei a estudar e a pesquisar esta área em 1988 até o inicio dos anos 2000, se pensava que a intensificação da produção animal em pasto seria uma realidade para os estados das regiões Sul, Sudeste, a parte sul da região Centro-Oeste e a parte leste da região Nordeste (no litoral desta região) e principalmente para sistemas de produção de leite, onde a área media das propriedades já era relativamente pequena e o preço médio da terra relativamente alto. Entretanto, atualmente eu acompanho projetos e sei de projetos acompanhados por colegas, de intensificação da produção animal em pasto em estados das regiões Norte e na parte norte da região Centro-Oeste. Este último aparente paradoxo pode ser explicado pela subestimação por falta de informação mais precisa quanto ao destino do fertilizante comercializado.

Confinar – Qual investimento inicial é preciso para a recuperação do pasto por intermédio da adubação e em quanto tempo esse montante é recuperado?

Adilson de Paula – O primeiro e o mais importante investimento a ser feito pelo pecuarista é contratar uma consultoria especializada em projetos de intensificação da produção em pasto. É esta consultoria que vai orientar todas as etapas do programa e vai ajudar o pecuarista a estabelecer as metas de produtividade possíveis para cada situação especifica, e por fim, irá elaborar um projeto de viabilidade técnica e econômica para que auxiliará o pecuarista a tomar as decisões finais. Já o investimento inicial vai depender dos seguintes fatores: a fertilidade do solo em questão, o potencial de produção de forragem naquele ambiente especifico dado pelas condições climáticas, as metas de produtividade possíveis naquele ambiente (capacidade de suporte, taxa de lotação, desempenho por animal, produtividade por hectare), dos preços de corretivos e adubos, dos preços de compra e de venda dos animais, da categoria de animal explorada (fêmea ou macho, macho inteiro ou castrado, suas idades e seus pesos) e do nível de suplementação que os animais receberão.

Um aspecto importante para ser destacado nestes projetos de intensificação é que os custos com a compra de animais pode representar entre R$ 5 (nos ciclos de baixa) a R$ 8 (nos ciclos de alta) para cada R$ 1 investido no programa de correção e adubação do solo da pastagem. Por isso se diz: o caro não é corrigir e adubar, mas sim comprar o excedente de animais para ajustar a taxa de lotação à capacidade de suporte da pastagem que é aumentada significativamente por meio da correção e adubação do seu solo.

Confinar – Qual orientação ao pecuarista que precisa otimizar o desempenho de sua propriedade no ganho de peso, em relação ao pasto?

Adilson de Paula – Ele precisa de um diagnóstico de um consultoria especializada que irá fazer um levantamento de todos os fatores que determinam o sucesso da produção animal em pasto, na seguinte sequencia: as espécies forrageiras implantadas, a implantação destas forrageiras, a infraestrutura da propriedade (formato, número e área dos piquetes, fontes de água e suas dimensões, cochos para suplementos e suas dimensões, sombreamento e suas dimensões, corredores de acesso para o rebanho, etc), manejo do pastejo (método de pastoreio e modalidade de taxa de lotação, alturas alvos de manejo para as diferentes forrageiras cultivadas na propriedade), controle de plantas invasoras e de insetos pragas, manejo dos animais (potencial genético dos animais, suplementação básica com minerais e suplementos múltiplos de baixo a médio consumo, sanidade, manejo em currais etc), e gestão do negocio em si (controle dos custos, das receitas e dos resultados; planejamentos de curto, médio e longo prazo etc). Até aqui eu classifico como “o programa básico”. Uma vez esta etapa estando em andamento ai chega o momento de se avaliar a viabilidade técnica e econômica da intensificação da produção através das tecnologias de correção, adubação e até mesmo irrigação do solo e da suplementação dos animais com maiores níveis de suplementos.

Com base nos preços e nos custos de 2015 a relação de beneficio:custo da intensificação da pastagem por meio da correção e adubação do seu solo variou entre R$ 1,81 a R$ 4,56 de lucro para cada R$ 1 gasto, para aumentos de produtividade de 6,4 (sem correção e sem adubação) para 11, 25 e 43 arrobas/ha/ano, respectivamente, ou seja, quanto maior foi o nível de intensificação maiores foram as relações.
Ana Brito

GADO NELORE

Arroba Pode Passar de R$ 170 no Mercado Futuro

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Arroba pode passar de R$ 170 no mercado futuro

Falta de animais para o abate e aumento do volume de exportações devem elevar cotação do boi gordo na bolsa de valores

Alisson Freitas

A baixa oferta de animais para o abate pode gerar maior valorização da arroba no mercado futuro, ultrapassando a marca de R$ 170/@, segundo previsão de Maurício Nogueira, da Agroconsult. “O preço tende a crescer em função da falta de animais no mercado e do aumento do volume de exportações”, explicou em entrevista durante o Rally da Pecuária. Na última sexta-feira, 29 de abril, a arroba estava cotada a R$ 162,74 no mercado futuro da BM&F Bovespa para entrega em dezembro.

O consultor também observa que a subida de preços não está imune a oscilações. “O produtor tem que estar atento e ver o melhor momento de fazer o hedge. No ano passado muitos pensavam que a arroba subiria mais e acabaram perdendo a chance de fazer um bom caixa, pois isso não aconteceu. Basta uma notícia positiva ou negativa para o preço subir ou cair”, alerta.

Principais interessados no travamento de preço na bolsa de valores, os confinadores têm encontrado um difícil cenário em 2016. Estima-se que os custos de produção da atividade tenham subido em torno de 30%. O milho, principal insumo para alimentação dos animais, teve alta de mais de 50% em algumas praças. Isso tem feito com que os produtores busquem outras alternativas de alimentação, ao mesmo tempo em que a alta na procura encarece esses insumos. “Nas últimas semanas acompanhei alguns produtores que pagaram R$ 35 na saca de sorgo, valor bem acima do mercado”, afirmou Nogueira.

*o jornalista viajou a convite da Agroconsult

Fonte: Portal DBO

pastosat

Monitoramento por Satélite pode Prever Oferta de Pasto

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Ferramenta visa identificar intervenções feitas nas pastagens e estimar volume de animais para o abate em cada região do País

No último ano, a falta de chuvas prejudicou a produtividade de diversas fazendas de pecuária de corte, causando um grande alvoroço no mercado. Com o pasto ruim, diminui a taxa de lotação das propriedades e consequentemente a oferta de animais para o abate.

Uma das empresas do Grupo AgroConsult, a AgroSatélite desenvolveu o PastoSat, um programa que visa monitorar as pastagens de todo o país via satélite. Os principais objetivos são identificar as intervenções feitas em cada pastagem (adubação, reforma e etc) apenas pela imagem gerada pelo satélite e também prever a oferta de pasto de cada temporada. A AgroSatélite já conta com um programa similar para o setor sucroenergético, o CanaSat.

A empresa já conta com mais de 2.200 pontos de observação. As informações são coletadas durante o Rally da Pecuária, que percorre as principais regiões produtoras de pecuária do País. Nesta edição, as entrevistas com produtores feitas durante a expedição passaram a conter informações detalhadas sobre histórico do pasto nos últimos anos. Com isso, a empresa espera reconhecer as intervenções feitas em cada pastagem apenas pela imagem via satélite.

“A imagem do satélite apresenta diferentes zonas de coloração, de acordo com o que foi feito naquele pasto. Queremos cruzar as informações coletadas com os produtores para identificar um padrão das intervenções e assim saber o que foi feito com cada pasto apenas analisando a imagem”, destaca Maurício Nogueira, coordenador de pecuária da AgroConsult.

O consultor destaca que as informações podem ser usadas de inúmeras formas, principalmente pelas indústrias, associações de produtores e entidades de pesquisas. “Os frigoríficos poderão saber quanto de gado podem esperar para os próximos meses. As associações poderão monitorar a situação dos pastos de cada região e os centro de pesquisas podem orientar os produtores a aplicar melhores técnicas para aumentar sua produtividade”, conclui.

Ainda não há previsão de lançamento do PastoSat. O projeto está pronto e a AgroConsult espera por algum parceiro para colocar o produto no mercado.

Fonte: Portal DBO

Touros-Nelore PO

Mercado de Touros Aquecido no MS

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Negócios têm sido fechados a mais de R$ 5.500 em pequenas fazendas na região de Dourados

Alisson Freitas

A demanda por touros Nelore PO tem se mantido aquecida nas principais regiões de pecuária de corte do país. No Sudoeste do Mato Grosso do Sul, a liquidez beira 90% em algumas pequenas propriedades que abastecem o mercado local.

É o caso do Sítio Boa Vista, de Laguna Caparã, cidade vizinha a Dourados. “Produzimos em média 79 touros por safra e quase tudo é vendido na fazenda. A demanda tem sido crescente nos últimos anos em função da valorização dos bezerros”, destaca o administrador, Carlos Alves Cabral.

A propriedade de 52 hectares teve sua pastagem reformada recentemente, após o cultivo de soja e milho. Ela funciona como uma vitrine dos animais, ficando às margens da rodovia MS 379, que liga a cidade a Dourados.

Os animais chegam à fazenda no pós desmama, são recriados à pasto com braquiarão e suplementados com proteico energético no período da seca. Eles são vendidos aos 36 meses, com exame andrológico completo, por 40 arrobas na cotação do dia. Se os animais fossem comercializados no dia 2 de maio, por exemplo, o preço seria de R$ 5.520, segundo a cotação da Scot Consultoria para a região de Dourados (R$ 138/@).

A reposição vem de outra fazenda dos proprietários, que fica no município de Porto Murtinho, há quase 400 km da região. Lá, as 260 matrizes são inseminadas por IATF, sendo submetidas a ultrassonografia após 30 dias. As vazias são cobertas por touro. A taxa de prenhez é de 85%. A cabeceira é colocada à venda e o refugo vai para o abate.

Para os próximos anos, a expectativa é aumentar a produção, chegando em algo entre 90 e 100 reprodutores. “O fato de estarmos bem localizados atrai a atenção dos pecuaristas que passam pela região e nos dá um bom fluxo de vendas”, conclui Cabral.

Fonte: Portal DBO

bezerro

Preço do Bezerro Favorece Troca por Touros

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Para comprar um touro formado são necessários cinco a sete bezerros, ante 10 a 12 há oito anos

A alta do preço do bezerro, para patamar próximo de R$ 1.500 por cabeça, melhorou a relação de troca entre bezerro e touro em todo o Brasil, de acordo com Fábio Ferreira, técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) em Cuiabá (MT). Segundo ele, hoje para um pecuarista comprar um touro formado são necessários cinco a sete bezerros, ante 10 a 12 há oito anos. “A procura permanece aquecida e a renovação de touros no rebanho está mais forte. Para o produtor, a relação de troca está muito interessante”, afirmou ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, na 82ª Expozebu, em Uberaba (MG).

Quanto ao confinamento em Mato Grosso, Ferreira prevê queda em 2016, mas, segundo ele, não deve ser expressiva. “O preço do milho está limitando muito (o confinamento) neste ano.

Produtores grandes e alguns médios estão travando (o cereal) no mercado futuro e são eles que vão manter o confinamento”, explicou. Mas insistiu que ainda é cedo para fazer qualquer projeção quanto ao volume de animais confinados na entressafra. Segundo ele, a saca do milho no Estado saltou de R$ 28 no início do ano para R$ 40 atualmente. O avanço de 43% pressiona o produtor, uma vez que a alimentação representa 80% do total de gastos do pecuarista, segundo o técnico da ABCZ.

Produtores de Mato Grosso também estão fazendo recria a pasto sem confinamento para driblar a alta do milho. Trata-se da técnica de deixar os animais no campo e dar a eles menor quantidade de ração por dia. Nesse caso, o ganho de peso é mais lento, explicou Ferreira.

Também supervisor do PMGZ, programa de genética da ABCZ, Ferreira afirmou que alguns pecuaristas estão buscando bezerros com maior potencial genético, que respondem melhor à engorda durante o período de confinamento. Conforme ele, a arroba em Mato Grosso chega a valer R$ 130 à vista, menos do que a de R$ 155 observada em São Paulo, praça de referência do País.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

brinco auricular

Ministério da Agric. Aprova Nova Forma de Identificação de Bovinos

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aprovou uma nova forma de identificação de bovinos e bubalinos junto ao Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV). A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20).

A Instrução Normativa nº 17, de 2006, já previa a marca a fogo junto com um brinco auricular como uma das formas de identificação, assim como o brinco auricular numa orelha e um botão na outra orelha.

Pela nova forma aprovada pelo Mapa, o animal pode usar conjuntamente a marca a ferro, o brinco numa orelha e o botão na outra orelha. A marca a ferro deverá ser feita em uma das pernas traseiras, na região abaixo de uma linha imaginária que liga as articulações das patas dianteira e traseira.

“O uso das três formas partiu de consulta de uma propriedade rural e não vimos restrição”, disse o coordenador da Monitoramento Estratégico, Alexandre Bastos.

O SISBOV é utilizado para a identificação individual de bovinos e bubalinos em propriedades que têm interesse em vender animais para o abate.
Fonte: Mapa

Aftosa

São Paulo Inicia Vacinação Contra a Febre Aftosa em Primeiro de Maio

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O estado de São Paulo inicia no próximo dia primeiro a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em bovinos e bubalinos. A campanha vai durar todo o mês e vale para animais com até dois anos, que somam 4,5 milhões das 10,3 milhões de cabeças existentes no território paulista.

São Paulo não registra um caso de aftosa há 20 anos. Embora não detenha o maior rebanho comercial do país, é corredor de exportação de carne bovina. O calendário de vacinação contra a aftosa no Estado para este ano foi lançado na segunda-feira (25/4) durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vacinou um bezerro, depois de participar da abertura da feira.

“São Paulo está atento à sanidade animal para que nenhuma doença comprometa os rebanhos paulista com reflexos negativos na renda do produtor e para os agronegócios”, disse o secretário de Agricultura do Estado, Arnaldo Jardim, que acompanhou o governador.

Leia a notícia na íntegra no site Revista Globo Rural

bandeiras

China se Firma Como Grande Importadora da carne Brasileira

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Nos dois primeiros meses de 2015, os chineses adquiriram 20 mil toneladas do produto in natura do Brasil, ou 17,7% do total exportado

A China está se confirmando como um dos principais compradores da carne bovina brasileira, avalia o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Nos dois primeiros meses de 2015, os chineses adquiriram 20 mil toneladas do produto in natura do Brasil, o que representa 17,7% das 177,48 mil toneladas exportados no período, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A China voltou a comprar carne bovina do Brasil em julho do ano passado, após suspender a parceria em 2012. Desde a retomada, o país asiático já adquiriu 117,5 mil toneladas, de acordo com o levantamento do Cepea. Com isso, a China assumiu a quarta posição entre os maiores compradores da carne brasileira no primeiro bimestre deste ano, atrás de Hong Kong (36,78 mil toneladas), Egito (33,684 mil toneladas) e Rússia (com quase 23 mil toneladas).

Por outro lado, os analistas do Cepea apontam que a Venezuela reduziu suas compras para menos da metade, passando de 13,3 mil toneladas para apenas 5,95 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano. Além de problemas políticos e econômicos, a Venezuela comprou volume significativo de carne no fim do ano passado, o que pode ter elevado seus estoques.

De toda forma, as exportações brasileiras de carne bovina seguem promissoras. Os embarques de carne bovina para o exterior continuam firmes. De acordo com o MDIC, o Brasil exportou nos primeiros quatro dias úteis de março 20,8 mil toneladas.

Este volume representa uma média diária de 5,2 mil toneladas, acima da média registrada em março de 2015 de 3,7 mil toneladas (considerando 22 dias úteis) e em linha com a média do mês passado. A consultoria XP Investimento projeta que o acumulado deste mês chegue a 107 mil toneladas, o que representa uma alta de 30,5% em relação a março de 2015 (82 mil toneladas).
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

chuvas

Semana inicia-se com chuvas no Centro-Sul e esperança de retorno das chuvas no Matopiba

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A presença de uma frente fria sobre a região Sudeste mantém o céu com muitas nuvens e previsão de novas ocorrência de chuvas em, praticamente, sobre todas as localidades de São Paulo, norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás e metade sul de Minas Gerais. Assim, trabalhos agrícolas como colheita e plantio estarão prejudicados ao longo dessa segunda-feira. Tempo aberto em todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade sul do Paraná, devido ao afastamento da frente fria. Tempo aberto também sobre o Matopiba, onde o longo período de estiagem provoca perdas irreversíveis em lavouras de soja, milho e algodão.

E aos poucos essa frente estará se deslocando para o norte da região Sudeste, onde poderá a partir dessa quarta-feira provocar algumas pancadas de chuvas sobre toda a região do Matopiba, sendo que os maiores volumes de chuvas deverão ocorrer, sobre essas região no começo da semana que vem, onde ai sim, irá retornar o tempo chuvoso à toda a região. Sendo que o mês de março será com chuvas dentro da média. O problema é que essas chuvas irão retornar tarde, infelizmente, para a maioria dos produtores.

Na região Sul há previsão do retorno das chuvas somente nesse próximo final de semana, assim a primeira semana de março será marcada pelo tempo seco e temperaturas altas. Já a faixa central do Brasil, na qual compreende norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo , Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Minas Gerais a previsão é que esse padrão se mantenha inalterado ao longo de toda a semana, ou seja, chuvas diárias, sendo hora na forma apenas de pancadas, hora o dia toda, prejudicando os trabalhos de colheita da soja, plantio das lavouras de 2ª safra e favorecendo ainda mais a proliferação de doenças fúngicas. Já há relatos de perdas por excesso de dias chuvosas em lavouras de soja no oeste do Paraná e na metade sul do Mato Grosso do Sul. Lavouras perenes como café, cana de açúcar, laranjas e pastagens estão sendo bastante beneficiadas por esse padrão meteorológico.
Por: Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Somar

Gado no pasto Brachiarão Semente Agromax

Arroba do Boi Continua Firme

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Tradicionalmente o primeiro trimestre do ano para o setor de proteína animal é um período de pressão nos preços, já que o consumo interno se enfraquece e a demanda das exportações também é menor no inicio do ano. No entanto, o que se tem observado para o mercado do boi gordo no primeiro mês de 2016 é mercado firme, com ligeiras altas nas praças paulistas.

O atraso na oferta de animais a pasto tem sido um dos fatores fundamentais para essa sustentação nas cotações. Além disso, segundo o analista da MB Agro, César de Castro Alves, os pecuaristas reduziram a participação nas vendas neste período, colaborando para a restrição da oferta.

“O fator psicológico, com a curva de preços futuros chegando a R$ 160,00 para o contrato outubro e o produtor com o animal chegando no peso,  ele tende a ficar ainda mais retraído por ver os preços subindo”, acrescenta o analista.

De acordo com ele, os abates neste mês de janeiro estão em média 10% abaixo do volume registrado em 2015, que já estava em queda na comparação com o ano igualmente anterior. Diante desse cenário, as escalas de abate das indústrias também voltaram a recuar, a programação dos frigoríficos paulistas, por exemplo, atendem em torno de quatro dias, já no Mato Grosso esse volume é de seis dias úteis.

Segundo ele, o mercado pode continuar com movimento de alta até abril, a exemplo do que ocorreu no ano passado quando efetivamente a oferta retornou com mais força. No entanto é importante ressaltar que o enfraquecimento na demanda interna, deverá ser um limitador para as valorizações no preço da arroba.

Custo

Apesar dos bons níveis praticados no mercado do boi gordo, é preciso considerar que a pecuária de corte também tem sofrido com altos custos de produção. O aumento mais recente foi no preço do milho, componente essencial para a ração, por volta de 20% neste inicio do ano.

“O confinamento que já foi muito difícil no ano passado, por conta da explosão no preço da ração no segundo semestre de 2015, entrou em uma situação ainda mais difícil. Então essa curva de preço futuro a R$ 160,00/@ é pouco atrativa como milho acima de R$ 20,00/sc no Mato Grosso, por exemplo”, ressalta Alves.

Segundo ele, dependendo da região a relação de custo e preço para o confinamento chegam a ficar no negativo.
Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas