Notícias Archives - Página 2 de 10 - Sementes Agromax

ILP

Consórcio Capim-Leguminosa Aumenta Produção em ILP

Notícias | Deixe um comentário

Um experimento pioneiro realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) quer trazer uma nova opção para os adeptos da integração-lavoura-pecuária (ILP). Além do tradicional plantio de capim após a soja, para produzir o boi safrinha, os pesquisadores introduziram em uma área de 160 hectares da Fazenda Gravataí, em Itiquira, MT, o cultivo de outras leguminosas. Em consórcio com braquiárias brizantha (Piatã, Paiaguás), ruziziensis e um Panicum (Tamani), foram plantados por duas safras na fazenda o feijão-caupi e o feijão-guandu. Casamento esse que vem dando certo, segundo o professor Edicarlos Damacena de Souza, da UFMT.

Integração – O manejo da área segue um ciclo. “Plantamos a soja em outubro e entramos com a gramínea a lanço e a semeadura do caupi ou guandu em fevereiro, depois da colheita da soja”, diz Damacena. O espaçamento usado tanto para o feijão caupi quanto para o guandu é de 45 centímetros entre linhas e a incorporação das sementes à palhada se faz por meio de um correntão. “Acoplado atrás da semeadora, o correntão vem e não revolve o solo”, explica o pesquisador. A ideia é que tudo seja feito em plantio direto. O pasto, que se forma na sequência, não é adubado e os animais entram na área quando a altura do capim é de, em média, 80 centímetros.

De acordo com Damacena, na fazenda, que também é uma unidade de referência técnica e econômica da Embrapa, o experimento foi conduzido com novilhas Nelore de 210 a 260 kg, que permaneceram em pastejo contínuo por 90 a 100 dias. A taxa de lotação variou de 3 UA/ha a 5 UA/ha, conforme a pastagem, sendo os animais retirados em setembro da área, para dar tempo de o pasto se recuperar e servir de palhada para a soja. Os dados das duas últimas safras apontam para um desempenho melhor tanto da soja quanto dos animais nas áreas onde foi estabelecido o modelo de consórcio gramíneas-leguminosas.

Produtividade da soja e ganho de peso dos animais – Na safra 2016/2017, em que o clima ajudou, enquanto as gramíneas solteiras permitiram que a soja fechasse o balanço produtivo na casa das 59 sacas/ha, nas áreas consorciadas com o feijão-guandu a produtividade da cultura, na média entre as gramíneas, foi de 63,44 sacas de soja/hectare. No caso do feijão-caupi, o ganho foi ainda maior, sendo colhidas 68,2 sacas de soja/ha. “Falando dos capins, os que mais se destacaram, com o feijão-caupi, foram o Piatã, o Paiaguás e a ruziziensis, que proporcionaram uma produção de soja de 70 sacas/ha”, diz Damacena. As combinações também chamaram a atenção quanto ao ganho de peso médio diário nos dois anos de avaliação da pesquisa, que foram semelhantes.

No consórcio do Paiaguás com o feijão-caupi, por exemplo, o ganho de peso entre as novilhas foi de 800 g/dia, sendo que no cultivo solteiro não passou de 500 g/animal/dia. Consorciado com a ruziziensis, a diferença foi menor, porém também expressiva, de 600 g/dia no cultivo solteiro, para 700g/dia na presença do feijão-caupi. Já o capim Piatã teve melhor desempenho consorciado com o feijão-guandu. Na média, o ganho de peso foi de 772g/dia no consórcio com esta leguminosa contra 715 g/dia no cultivo solteiro. Com exceção da braquiária BRS Piatã, todas as outras foram melhor com o feijão-caupi do que com o guandu, inclusive o Panicum Tamani, que proporcionou um ganho de peso de de 800g/dia/animal consorciado com o caupi; de 500g/dia consorciado com o guandu e de 600g/dia em pastagem solteira.

“De forma geral, a preferência do animal é pelo caupi porque o guandu é menos palatável no período vegetativo e o gado começa a ingerí-lo, de fato, só quando ele floresce”, afirma Damacena. No caso do Tamani, segundo ele, a diferença no desempenho é maior porque o animal prefere a planta do capim ao guandu, já que ela tem maior oferta de folhas.

O benefício de usar o guandu, no entanto, pode ser sentido em outras frentes. “Aquilo que não foi consumido vai ser importante para o solo, vai ser convertido em nitrogênio, vai colaborar para a produção de matéria orgânica”, exemplifica o pesquisador.
Nesta safra, será incluído entre os tratamentos um experimento com nabo forrageiro. “Nosso objetivo é criar alternativas para o produtor, levar informação sobre os consórcios em ILP e mostrar que na prática tivemos resultados positivos”, diz Damacena. Ainda este ano, junto à Embrapa, ele conta que serão realizados dois dias de campo para divulgar a tecnologia. “Visitando a área, as pessoas poderão conhecer mais essa alternativa para a safrinha”, afirma.

Os resultados apresentados na matéria fazem parte da tese de mestrado da aluna Juliana Mendes Andrade de Souza, da UFMT, que avaliou também os níveis de matéria orgânica, qualidade, atributos físicos e atividade enzimática no solo nos consórcios. Outros profissionais estão envolvidos na pesquisa, formando uma equipe de mais de 40 pessoas, coordenadas por Damacena e Francine Damian da Silva, da UFMT, e Flavio Jesus Wruck, da Embrapa Agrossilvipastoril, de Sinop, MT. O projeto como um todo é uma iniciativa da Rede de Fomento à ILPF, que reúne empresas públicas e privadas em torno da disseminação de tecnologias na área.

Por Marina Salles
Fonte: Portal DBO

Boi gordo imagens

Mercado do Boi com Maior Resistência a Novas Baixas

Notícias | Deixe um comentário

O mercado está sem espaço para ajustes de preços. As tentativas de compra se alinham cada vez mais à referência. Isso é sinal de que o nível de oferta de boiada, que parecia ter melhorado nas últimas semanas, não permite compras com facilidade.

E, do outro lado, está a demanda. Sem fôlego para puxar as vendas de carne a ponto de levar os compradores a intensificarem os negócios para aquisição de matéria-prima.

Este comportamento fica claro com a estabilidade na maioria das praças. As mudanças frequentes de preços que ocorriam na primeira metade do mês param de ocorrer.

Em São Paulo, porém, a especulação segue grande. Enquanto há indústrias oferecendo R$143,00/@, à vista, há escalas sendo feitas por R$147,00/@, nas mesmas condições. Quem oferta menos não tem interesse de alongar as programações de abate.

No mercado de carne bovina, poucos negócios e preços estáveis.

Por :Alex Santos Lopes da Silva

Fonte da informação: Scot Consultoria

Vacas de leite

Oferta de fêmeas aumenta e ajuda a pressionar cotações da arroba em MS. Preços só não despencam por boas exportações de carne

Notícias | Deixe um comentário

No Mato Grosso do Sul o mercado do boi gordo está bastante ofertado, promovendo recuos expressivos nos preços.

A gestora do departamento econômico da Famasul (Federação de Agricultura do Estado), Adriana Mascarenhas, explica que especialmente a participação de fêmeas tem sido motivadora das baixas.

Os meses de fevereiro e março marcam o fim da estação de monta, onde normalmente as vacas que não foram emprenhadas vão para descarte. Neste ano há o agravante da queda nos preços dos bezerros que favorecem o abate das fêmeas.

Na média da primeira quinzena de fevereiro o boi gordo no Mato Grosso do Sul foi comercializado a R$ 133,23/@ uma queda de 3,1% em relação aos preços praticados há um ano, em torno de R$ 137,40/@. Na vaca a média é de R$ 124/@, contra R$ 131,69/@ do ano passado, recuo de 5,86%.

Mas, para Mascarenhas, embora a oferta seja um fator importante neste contexto atual de baixa, “o que tem comprometido mais é o desempenho da demanda interna”, diz.

As vendas internas representam 80% da produção nacional e nos últimos anos tem sofrido com a recessão econômica.

Diante do cenário baixista, a gestora conta que os pecuaristas estão “preferindo segurar o boi para acompanhar como será o comportamento de mercado”.

Mas, ressalta que é importante avaliar a tendência dos preços no médio prazo. Os contratos futuros na BM&F até outubro indicam arroba em queda, próxima de R$ 140.

“Agora, um fator que pode rever as cotações futuras é se continuarmos apresentando resultados positivos nas exportações”, diz Mascarenhas.

Em janeiro, os embarques do Mato Grosso do Sul apresentaram crescimento de 18,9% em volume e 26,9% na receita, se comparado ao mesmo período de 2016. Entre os principais destinos está o Chile e Honk Kong.

 

Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas
carne-bovina-1

Exportação de Carne Bovina Avança 10% em Janeiro

Notícias | Deixe um comentário

A exportação de carne bovina in natura e processada cresceu 10% em janeiro em comparação com igual mês do ano passado. O setor embarcou 107,38 mil toneladas em comparação com 97,34 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. A receita cambial subiu 14%, na mesma base de comparação, para US$ 418,1 milhões.

Estas informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Hong Kong continuou na liderança das importações da carne bovina brasileira, com 22,9 mil toneladas, mas houve uma redução de 4,2% em relação ao mesmo mês de 2016. Pela China continental, em compensação, as compras subiram 105%, com 18,2 mil toneladas.

Para 2017, a Abrafrigo prevê um crescimento de 10% nas exportações, superando o resultado de 1,5 milhão de toneladas de 2016, com a possível entrada de novos grandes compradores, como Canadá, México, Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia e Japão.
Noticia: Portal DBO

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

inova

Embrapa Apresenta Novidades no Show Rural Coopavel 2017

Notícias | Deixe um comentário

Brasília, 02 de fevereiro de 2017 – Uma técnica inovadora capaz de produzir embriões in vitro dentro da propriedade rural, sem a necessidade de laboratório, e um inseticida biológico eficaz no controle do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti). Essas serão as atrações da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa localizada em Brasília, DF, durante o Show Rural Coopavel, que acontece em Cascavel, PR, no período de 6 a 10 de fevereiro de 2017. As tecnologias, que aliam alta produtividade, sustentabilidade e economia, refletem o propósito da Embrapa de oferecer ao setor produtivo e à sociedade em geral soluções que harmonizem a agropecuária e a preservação ambiental.

A TIFOI (transferência intrafolicular de ovócitos imaturos) é uma biotécnica com grande potencial de aceitação pelo mercado agropecuário, já que apresenta todas as vantagens da fecundação in vitro (FIV), com um benefício a mais: o fato de não precisar de laboratório para ser realizada. Os criadores podem obter os embriões com a mesma rapidez e agilidade da FIV – ou seja, em torno de um bezerro por semana a partir de uma única vaca doadora – sem precisar sair da sua fazenda.

A FIV é hoje a biotécnica mais utilizada no melhoramento genético animal no Brasil, pela capacidade de aumentar o número de descendentes de uma vaca em menos tempo. Para se ter uma ideia da potencialidade das biotécnicas reprodutivas de maior Impacto utilizadas hoje na pecuária global, pode-se estimar que a inseminação artificial (IA) permite a obtenção de um (1) bezerro por ano; a transferência clássica de embriões (TE), um por mês; enquanto a FIV é capaz de produzir um (1) bezerro por semana.

O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Maurício Franco, que estará presente ao Show Rural, explica que todo o processo da TIFOI se dá de forma natural, aproveitando o processo fisiológico da vaca ovuladora, o que imprime maior qualidade aos embriões. Grosso modo, a vaca é o laboratório.

Além do atendimento ao público na Casa da Embrapa, Maurício apresentará também duas palestras no espaço “Estação do Conhecimento” sobre a nova tecnologia: a primeira no dia 09/02 (quinta-feira), de 16h45 às 17 horas e a segunda, no dia 10/02 (sexta-feira), de 14 às 14h15.

TIFOI: a vaca é o laboratório

Os óvulos são aspirados da mesma maneira que na FIV, mas ao invés de maturados em laboratório, são cultivados dentro do corpo da vaca que está ovulando, aproveitando o seu processo reprodutivo natural. Depois da ovulação, os óvulos são fecundados por inseminação artificial (IA). Sete dias depois, os embriões que se desenvolveram são coletados e transferidos para a vaca receptora (barriga de aluguel), semelhante ao que ocorre na transferência clássica de embriões. A produção dos embriões de forma natural no trato reprodutivo da fêmea dispensa todos os componentes de laboratório, reduzindo significativamente os custos finais do processo.

Pelo pioneirismo no Brasil, a TIFOI teve sua marca registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O próximo passo é aumentar a eficiência e transferir a tecnologia ao setor produtivo, o que deverá ser feito a partir de cursos e publicações.

Inova Bti: eficaz contra o Aedes aegypti

Os inseticidas biológicos também refletem a conexão entre a Embrapa e a sociedade na busca de soluções eficazes contra insetos-praga e mosquitos transmissores de doenças, mas que ao mesmo tempo, garantam a preservação do meio ambiente, a saúde da população e dos animais. O Inova Bti é um dos frutos desse ideal. Desenvolvido em parceria com o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), o produto é capaz de controlar o Aedes aegypti, responsável pela transmissão de quatro doenças que vêm tirando o sono da população brasileira: dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Vale destacar que essa última teve um recorde de crescimento histórico no Brasil no primeiro mês de 2017, com mais de 100 casos e aproximadamente 50 mortes.

O Inova Bti é letal contra as larvas do Aedes aegypti, sem causar danos ao meio ambiente e a seres vivos, à exceção do mosquito, que neste caso, é o único alvo.

O que garante essa especificidade do produto é a sua formulação, que conta com uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis. Essa bactéria é utilizada em programas de controle biológico em todo o mundo sem nunca ter sido registrado um único caso de resistência nos mosquitos ou dano a qualquer outro ser vivo. O produto é capaz de matar as larvas do Aedes aegypti em apenas 24 horas, com apenas uma gota para cada litro de água.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral, que também estará presente ao Show Rural Coopavel, a Embrapa se dedica ao desenvolvimento de produtos biológicos para controle de mosquitos há cerca de três décadas. Para isso, mantém um banco de bactérias denominadas entomopatogênicas (específicas para controlar insetos), com cerca de 2.500 estirpes (linhagens) de bactérias diferentes. Elas são coletadas em solo brasileiro e testadas contra os insetos-alvo. As mais letais são utilizadas na formulação dos bioinseticidas.

Cabral lembra ainda que o laboratório, no qual o Inova Bti foi formulado, é acreditado pelo Inmetro para realizar ensaios biológicos.

“Considerando que hoje no Brasil cerca de 90% dos focos estão nas residências e o bioinseticida pode ser usado dentro de casa, o Inova Bti é, sem dúvida, uma esperança para a população brasileira na guerra contra esse inseto”, explica Cabral, lembrando que o uso desse e de qualquer produto com potencial contra o Aedes tem que ser acompanhado de campanhas de conscientização que evitem a proliferação do inseto no País.

Para mais informações, acesse www.embrapa.br/showrural

Fonte: portal Agron

colheitadeira moderna (1)

Plano Safra 17/18 pode ter redução de taxas de juros

Notícias | Deixe um comentário

O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho.

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2017/2018, também conhecido como Plano Safra, poderá ter redução das taxas de juros. Para o ano safra 2016/2017 R$ 185 bilhões foram disponibilizados com juros variando entre 9,5% e 12,75% ao ano. A possibilidade de diminuir as taxas de juros foi revelada pelo secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho e segundo Geller, as discussões para o Plano Safra começaram ainda em dezembro as discussões.

“A partir de fevereiro nós vamos chamar os produtores para ver as demandas e necessidades deles. Nós vamos trabalhar sim com a possibilidade de redução da taxa de juros, seja ela para custeio ou investimento”, comentou Geller ao Agro Olhar durante a posse da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), na última terça-feira, 24 de janeiro.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura afirmou que a super-safra prevista para o Brasil de 215,2 milhões de toneladas de grãos a serem colhidas, sendo 53 milhões de toneladas provenientes de Mato Grosso, traz para o órgão federal a responsabilidade de “implementar políticas, principalmente de crédito, seguro e também avançar na logística”.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), irá realizar rodadas de reuniões com produtores a partir da segunda quinzena de fevereiro. Conforme o gerente de Política Agrícola da entidade, Frederico Azevedo, estudos internos já são realizados para levantar as necessidades do setor produtivo. Ele revela ainda que uma pesquisa pe feita com os agricultores por meio de uma Central de Relacionamentos.

Fonte: Olhar Direto

la-nina-2016

La Niña Começa a Influenciar o Clima

Notícias | Deixe um comentário

por Luiz Renato Lazinski, do Inmet, exclusivo para o NA

O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, traz informações sobre as diversas situações climáticas que afetarão a produtividade da safra de verão para o Brasil neste final do ano de 2016. Na análise de três especialistas – o climatologista Luiz Carlos Molion, e os meteorologistasAlexandre Nascimento, da Climatempo, e Luiz Renato Lazinski, do Inmet -, o La Niña, de fraca intensidade, já está instalado.

Apesar de fraca, a La Niña muda o comportamento do clima na América do Sul desde meados de novembro. O fenômeno climático já vem mostrando suas consequências. Nos últimos dias, as chuvas trouxeram problemas para as estradas do Sul de Minas Gerais, causando desmoronamentos em estradas e morros.

Neste momento, as chuvas devem se concentrar sobre o Centro-Oeste e a região do Matopiba, podendo atrasar o plantio da soja. Por outro lado, produtores que aguardaram para realizar o plantio foram beneficiados; outros que se anteciparam precisarão fazer o replantio.

No período que vai do dia 16 ao dia 20 de novembro, a estimativa é de que abra tempo firme sobre o Rio Grande do Sul, oeste do Paraná, Santa Catarina e São Paulo e o leste do Mato Grosso do Sul, com tendência de instalação de um veranico de intensidade que variará entre 20 a 30 dias no norte pioneiro do Paraná. Os veranicos, ao longo da safra, poderão ser repetidos, o que deverá afetar a produtividade da soja.

Em suas previsões, o meteorologista do Inmet, Luiz Renato Lazinski alerta para a chegada de uma nova onda de de frio que está subindo da Antártida e deve atingir o sul do Paraná e pode trazer geadas leves nas áreas de baixada.. Desta forma, as lavouras de soja desta região também poderão sofrer perdas de produtividade.
La Niña começa a influenciar o clima, diz Lazinski

Leiam o depoimento do meteorologista do Inmet/MAPA, Luiz Renato Lazinski:

Segundo os prognósticos climáticos de médio e longo prazo, o fenômeno  climático “La Nina” já começa a influenciar o clima.

Para o centro-sul do Brasil, são esperadas chuvas mais irregulares e abaixo da média nas próximas semanas, principalmente no Rio Grande do Sul e Argentina.

Já para as regiões centro-oeste e áreas produtivas do nordeste, as chuvas, que estão atrasadas devem regularizar nas próximas semanas, inclusive com volumes acima da média.

Para o sudeste as chuvas devem concentrar mais ao norte da região, principalmente em Minas Gerais e Espirito Santo.

As temperaturas também seguem abaixo da média no sul do Brasil, com a entrada de massas de ar frio de forte intensidade para a época do ano.

Foram registradas temperaturas mínimas próximo a zero na serra do R.G.doSul e Planalto Sul de S.Catarina (3,5°C em São Joaquim –SC -12/11/16 e 01°C em Bom Jardim da Serra – SC, 12/11/16), agora no início de novembro.

Mais massas de ar frio de forte intensidade devem chegar ao sul do Brasil no próximo final de semana (entre os dias 18 a 21/11), provocando uma queda acentuada nas temperaturas e com formação de geadas de leve intensidade (geadas de baixadas) no sul do Paraná, Planalto Sul de S.Catarina e Serra Gaúcha.

Resumindo, os agricultores não esperem um clima muito favorável, como o que ocorreu nas últimas três safras passadas no sul do Brasil.

As chuvas por aqui devem ser muito irregulares, o que pode ocasionar “veranicos” ao longo da safra de verão e, prejudicar o bom desenvolvimento das lavouras nesta região.

Por outro lado, as chuvas que não foram muito favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no centro-oeste e áreas produtivas do nordeste nos últimos dois anos, devem ser mais abundantes, melhor distribuídas e apresentarem volumes acima da média nesta próxima safra de verão, que está começando.

Luiz Renato Lazinski

Meteorologista

INMET/MAPA6

mercosul

Mercosul Será Principal Região Exportadora de Carne Bovina em 2017

Notícias | Deixe um comentário

Os quatro países exportadores de carne bovina do Mercosul irão liderar o mercado internacional em 2017 com um total de 2,97 milhões de toneladas (peso carcaça), superando o número dos exportadores principais (NAFTA, Oceania e Índia, que exporta carne de búfalo), que não chegará a 2 milhões de toneladas, de acordo com as projeções realizadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Se os números do USDA se confirmarem, será o maior volume exportado pela região desde 2007, há 10 anos. O aumento seria de 130 mil toneladas, das quais 100 mil a mais sairiam do Brasil (com total de 1,95 milhões de toneladas), 25 mil da Argentina (235 mil toneladas) e 5 mil do Paraguai (395 mil toneladas). As exportações uruguaias devem permanecer estáveis, com 385 mil toneladas.

No caso dos países do NAFTA, o USDA também projeta aumentos no saldo exportável. O principal crescimento se dará nos Estados Unidos, com 73 mil toneladas a mais, totalizando 1,19 milhões. No entanto, a Oceania apresentará uma pelo segundo ano consecutivo, de 90 mil toneladas, com uma baixa de 60 mil toneladas das exportações australianas e 30 mil toneladas nas neozelandesas.

Por último, o potencial de exportação da Índia será moderado, de apenas 75 mil toneladas em 2017, totalizando 1,93 milhões de toneladas.

Por: Izadora Pimenta, com informações do ElAgro.com.py
Fonte: Notícias Agrícolas

 

porco boi e frango

Exportações de Carnes até Setembro Crescem 9,6% em Volume

Notícias, Sem categoria | Deixe um comentário

As exportações de carnes in natura no período de janeiro a setembro deste ano somaram 4,370 milhões de toneladas, volume 9,6% superior ao embarcado em igual período do ano passado. A receita recuou 1,4% para US$ 8,826 bilhões. O preço médio caiu 10% para US$ 2.020/tonelada.

As vendas externas de carne suína in natura continuam ascendentes e no acumulado do ano atingiram 474 mil toneladas. O crescimento foi de 41,2% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. A receita subiu 11,5% para US$ 966 milhões.  O preço médio caiu 21% para US$ 2.038/tonelada.

Na carne bovina in natura o volume exportado cresceu 8,4% para 831 mil toneladas, enquanto a receita recuou 1,6% para US$ 3,291 bilhões. O preço médio recuou 9,2% para USR 3.960/tonelada.

No caso da carne de frango in natura houve aumento de 6,3% no volume embarcado, que atingiu 3,065 milhões de toneladas. A receita recuou 3,6% para US$ 4,568 bilhões. O preço médio caiu 9,2% para US$ 1.490 por tonelada.

Fonte da Notícia – Portal Agroin

Autoria: Venilson Ferreira

estação de monta

Planejamento da estação de monta nas fazendas produtoras de bovinos de corte

Notícias | Deixe um comentário

O sucesso da estação de monta na pecuária de corte depende de preparo prévio. Gestores e assistência técnica devem planejar e corrigir eventuais falhas ainda a tempo de garantir todas as condições adequadas para alcançar o máximo resultado. Em diversas regiões do Brasil, a estação de monta começa entre setembro e novembro, variando de acordo com o início das águas em cada região. De maneira simplificada, o preparo para a época envolve restabelecimento de condição corporal dos animais, andrológico de touros e compra de insumos para a reprodução bovina. É preciso que as fêmeas estejam em boas condições para conceber novamente, os touros sejam plenamente capazes de cumprir seu papel no caso de monta natural e que os materiais para inseminação artificial estejam disponíveis.

O período seco que antecede a estação de monta é crítico, já que a indisponibilidade de alimentos afeta a condição corporal dos animais e, consequentemente, o desempenho reprodutivo posterior. Atenção especial deve ser dada às primíparas e àquelas vacas com pior escore corporal. Para recuperar-se de modo a serem capazes de conceber, é importante destinar a elas os melhores pastos, além de proteinado de baixo consumo. Para as demais, pasto, sal e uréia.

Vacas que parem no início do período chuvoso têm melhores possibilidades de manter ou perder pouca condição corporal no pós-parto. Adicionalmente, é interessante ter na fazenda piquetes com capim de crescimento explosivo, com rebrota mais rápida no início das águas.

A restrição alimentar também pode prejudicar a capacidade reprodutiva dos touros. Andrológicos com resultados ruins podem ser reflexo de condições inadequadas até 60 dias antes. Assim, é importante realizar o exame andrológico o quanto antes para agir no sentido de recuperar condição corporal previamente ao período reprodutivo. O exame físico, de pernas e pés principalmente, é importante para verificar se o touro é capaz de realizar a monta.

A previsão da quantidade de vacas que irão entrar na estação de monta é essencial para providenciar a compra de sêmen e de material para IATF quando for o caso. Caso seja necessário adquirir novos reprodutores, faça-o pelo menos 2 meses antes da estação de monta, para que haja uma adaptação destes animais ao ambiente.

Antes de começar a estação, as fêmeas devem ser divididas em lotes por categoria – multíparas, primíparas, novilhas – e por data de parto. Isso permite um manejo adequado de acordo com as exigências do grupo. Touros jovens devem ser alocados juntamente com vacas mais experientes e separados de touros mais velhos, evitando competição desvantajosa e promovendo interações bem sucedidas entre machos e fêmeas.

*por Ana Elisa Franca e Diego Palucci, médicos veterinários – Rehagro

fonte: portal rural centro