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Plano Safra 17/18 pode ter redução de taxas de juros

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O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho.

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2017/2018, também conhecido como Plano Safra, poderá ter redução das taxas de juros. Para o ano safra 2016/2017 R$ 185 bilhões foram disponibilizados com juros variando entre 9,5% e 12,75% ao ano. A possibilidade de diminuir as taxas de juros foi revelada pelo secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. O ano safra 2017/2018 inicia no dia 1º de julho e segundo Geller, as discussões para o Plano Safra começaram ainda em dezembro as discussões.

“A partir de fevereiro nós vamos chamar os produtores para ver as demandas e necessidades deles. Nós vamos trabalhar sim com a possibilidade de redução da taxa de juros, seja ela para custeio ou investimento”, comentou Geller ao Agro Olhar durante a posse da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), na última terça-feira, 24 de janeiro.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura afirmou que a super-safra prevista para o Brasil de 215,2 milhões de toneladas de grãos a serem colhidas, sendo 53 milhões de toneladas provenientes de Mato Grosso, traz para o órgão federal a responsabilidade de “implementar políticas, principalmente de crédito, seguro e também avançar na logística”.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), irá realizar rodadas de reuniões com produtores a partir da segunda quinzena de fevereiro. Conforme o gerente de Política Agrícola da entidade, Frederico Azevedo, estudos internos já são realizados para levantar as necessidades do setor produtivo. Ele revela ainda que uma pesquisa pe feita com os agricultores por meio de uma Central de Relacionamentos.

Fonte: Olhar Direto

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Entressafra Pode Pressionar Arroba

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O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), José João Bernardes, aposta que a entressafra pode registrar novos recordes de preço para a arroba. Ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o representante afirmou que a oferta de animais confinados não deve aumentar em 2015 e que um eventual avanço da exportação pode dar suporte às cotações do boi gordo. “Estamos confiantes de que os preços recordes do primeiro semestre podem voltar, até porque a queda (ocorrida na safra) não foi tão drástica assim”, argumenta. A máxima nominal do ano em São Paulo ocorreu em abril, quando o indicador Cepea/Esalq atingiu R$ 150,65/arroba à vista. A Acrimat reconhece que há uma redução na demanda interna por carne bovina, com a migração para proteínas alternativas ante a crise macroeconômica, mas mantém a previsão de avanço de preços. A associação estima que os abates em Mato Grosso devem registrar queda de mais de 500 mil cabeças em 2015, no comparativo anual, por causa da oferta restrita – o que é favorável aos preços pagos aos produtores. Para a entidade, a menor disponibilidade de bois é consequência do excessivo abate de fêmeas nos últimos anos. Com menos matrizes à disposição, pecuaristas têm dificuldade para atender à demanda atual na reposição. Bernardes adota tom menos otimista do que o de vários analistas, que preveem melhora na oferta de gado já em 2016. Segundo o presidente da Acrimat, o ciclo pecuário deve avançar mais lentamente do que o previsto. “O cenário não deve se reverter antes de 2018, talvez 2019. E, se houver aumento significativo nas exportações e maior demanda, o ciclo vai se prolongar ainda mais”, afirma. Bernardes indica que o abate de fêmeas segue em nível acima do ideal e não deve permitir uma nova “superoferta de bezerros”. Além disso, a percepção do presidente da Acrimat é a de que a escassez de animais para o abate sinaliza que o estoque total de bovinos pode ser menor do que o declarado – dados da campanha de vacinação contra a febre aftosa realizada pelo Ministério da Agricultura em 2014 estimam a população de bovinos em 210,6 milhões de cabeças. Mato Grosso possui o maior rebanho, com 28,4 milhões de animais. Outro elemento que pode afetar o ciclo pecuário no longo prazo é a expansão da fronteira agrícola. A Acrimat estima que a pecuária em Mato Grosso tem cedido, em média, 500 mil hectares de pastagens por ano a outros cultivos, sendo que em alguns casos a mudança é resultado da integração lavoura-pecuária. Ainda assim, o avanço da produtividade no campo pode não ser suficiente para garantir expansão da oferta. “A adição de tecnologia não é capaz de acelerar muito o ciclo, até porque já avançamos muito nisso. Temos poucos animais com mais de 36 meses de idade”, observa Bernardes. “O período de produção de um bezerro muitas vezes é intransponível. Uma fêmea pode levar dez meses de gestação e temos que esperar de seis a oito meses para a desmama. Não há tecnologia que mude isso”, diz.

Fonte: Acrimat