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Imagem de seca no norte de minas

Feira traz alternativa para produtor rural

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Fonte da Noticia: Jornal O Norte de Minas

  •  Christine Antonini
  •  Montes Claros

Diversas empresas do agronegócio, em parceria com Emater e Sociedade Rural, realizam de amanhã a sábado a 1° Feira AgroRural de Montes Claros. O evento busca apresentar para o homem do campo soluções eficientes para enfrentar a crise econômica e a estiagem. Devido à falta de chuva, o produtor vem sofrendo grandes perdas na plantação e também na criação de animais, o que afeta vários segmentos, como o de laticínios. Com isso, há redução na produção, afetando também os lucros. De acordo com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), outro fator que também tem desmotivado o produtor rural é a falta de financiamento direcionado para o campo, uma vez que os bancos estão receosos em investir sem a certeza do retorno. “É uma oportunidade de os empresários apresentarem os produtos, preços e condições de pagamento. Estamos todos em prol do homem do campo”, pontua Júnior Souza, um dos organizadores do evento. CRÉDITO A 1° Feira AgroRural também tem a participação dos bancos do Brasil, Santander e Nordeste e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que orientarão os participantes a como investir no momento de crise. Empresas agrícolas estarão presentes apresentando as novidades para o setor, como implementos agrícolas e insumos. O evento é gratuito e acontecerá das 8h às 18h, na sede da empresa Triama Norte, localizada na avenida Deputado Plínio Ribeiro, n°937 – bairro Esplanada. PLANTAÇÃO O homem do campo está esperançoso com o mês de outubro. Segundo a meteorologia, a expectativa é de chuva, o que pode mudar o cenário de perdas de safra. As apostas para a safra 2016/2017 foram o milho e feijão. A Emater de Montes Claros, responsável por 89 municípios do Norte de Minas, fez a estimativa de colheita para 185 mil toneladas de milho, mas foram colhidas apenas 25.273 – uma perda de 86,7%. Já a plantação de feijão, a expectativa era de 21 mil toneladas, contudo a colheita foi 3.928,2 – 81,5% foram perdidos. Ainda de acordo com o relatório da Emater, a produção de leite também foi afetada no cronograma de 2016/2017. Antes eram produzidos 600 mil litros de leite por dia no Norte de Minas, hoje 372 mil – redução estimada de 62%. A falta de chuva contribuiu para agravar a seca norte-mineira. Dos 730 córregos e rios do Norte de Minas, 70% estão comprometidos. Já as barragens de armazenamento de água tiveram redução média de 60%.

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SP: agronegócio brasileiro pode crescer 38% nos próximos 10 anos, diz Roberto Rodrigues

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Um recente estudo feito pelo DEAGRO – Departamento do Agronegócio, da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, projeta crescimento de 38% na produção agrícola brasileira nos próximos 10 anos. A informação foi dada, na sexta-feira (23/8), pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, durante palestra no Fórum ABISOLO, promovido em Ribeirão Preto – SP, de 21 a 23/08, pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal.

“As projeções do estudo foram feitas com base no desempenho da produção nos últimos anos e comprovam que o país tem tudo para alcançar a meta proposta pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, de aumentar sua produção em 40% até 2050 para dar conta de um crescimento de 20% na demanda mundial por alimentos”, comentou o ex-ministro. Ele salientou ainda que isso só será possível em virtude do expressivo ganho de produtividade que o Brasil conseguiu ao investir no desenvolvimento de tecnologia voltada especificamente para clima tropical. “Temos a melhor tecnologia tropical do mundo”, assegurou o ex-ministro.

Segundo ele, prova disso é que, enquanto a área plantada nos últimos 20 anos cresceu 40%, a produção física aumentou 220%, resultando num aumento de produtividade da ordem de 128%. “Se tivéssemos as condições tecnológicas de 20 anos atrás, seriam necessários mais 68 milhões de hectares para atingir nossa atual produção. Em outras palavras, preservamos 68 milhões de hectares. E isso é sustentabilidade”, comentou.

Apesar das projeções otimistas, o ex-ministro observou, no entanto, que, para se alcançar esse nível de crescimento, será necessário equacionar alguns gargalos e obstáculos. “Falta uma logística que nos dê condições de competir; uma política comercial baseada em acordos bilaterais e regionais; estímulo ao seguro rural; além da definição de uma estratégia por parte dos produtores que seja amparada por um Ministério da Agricultura forte e prestigiado”, finaliza o ex-ministro. Sem isso, a seu ver, o Brasil pode assistir ao crescimento de outros países numa área onde o país tem tudo para ser líder mundial.

Fonte: ABISOLO. 26 de agosto de 2013.